Design

Áreas profissionais em que saber programar faz diferença
Essa habilidade ajuda em diferentes ramos, inclusive aquelas que, logo de cara, não estão relacionadas à tecnologia. Descubra em quais e por que
Há alguns anos, falar fluentemente um segundo (ou terceiro) idioma faria qualquer candidato se destacar dentre os demais. Hoje, a habilidade que tem ocupado esse lugar de destaque no Linkedin dos candidatos é saber programar – mesmo para quem não é da área de tecnologia. Um levantamento do Bureau of Labor Statistics, dos Estados Unidos, mostrou que profissionais que entendem da linguagem têm uma média salarial maior.

O que é "saber programar"?

O programador é o profissional que escreve códigos que viram instruções para o computador ou aplicativo, criando um software de uso otimizado para o usuário. Mas não é só nessa parte de criação que o conhecimento ajuda. 
“O CEO da Microsoft falou certa vez, e eu não poderia concordar mais: hoje em dia, toda empresa desenvolve software para suas operações. Então toda empresa é, invariavelmente, uma empresa de software”, opina o programador Lex Burgos, programador na Pag Seguro.
Maior qualificação e habilidade de resolver problemas

Aprender a programar, essencialmente, te ensina como pensar de maneira mais racional e ter melhores perspectivas na resolução de problemas. Isso sozinho já seria de grande vantagem no seu dia a dia em qualquer trabalho. Mas em algumas carreiras, ter a noção de programação ajuda ainda mais diretamente. Um profissional de design que vai criar para um software (UX/UI designers) sai na frente de outros candidatos quando ele tem noção do que é possível implementar naquela plataforma.

O mesmo vale para UX writers. Pessoas na carreira de marketing também tem grande vantagem com o conhecimento de programação por esse mesmo motivo.
Uma pessoa na área de finanças consegue criar um algoritmo que vai fazer com que a empresa economize dinheiro otimizando algum processo interno. E isso pode abranger até mesmo a programação de Excel. “Claro, escrever código é um trabalho muito artesanal e escrever uma aplicação completa que tenha o mesmo nível de maturidade das ferramentas existentes seria muito demorado. Mas para adaptar ferramentas para auxiliar o cotidiano, saber programar pode ajudar bastante”, diz Lex Burgos. 
“Por exemplo, um amigo meu fez um script em Python que processa uma planilha Excel transformando-a em outra planilha. Essa transformação não daria para fazer no próprio Excel, mas com o conhecimento dele em programação em Python, ele conseguiu fazer isso e otimizar o processo”, exemplifica o programador. 

Mesmo em áreas não tão óbvias assim, como arquitetura, entender de programação pode ajudar. Isso mesmo! Uma área em ascensão é a arquitetura paramétrica, que faz uso de computação gráfica e linguagens de programação para a análise dos parâmetros por meio de algoritmos. Essa disciplina utiliza o design do processo que gera o objeto, que é feito por meio de parâmetros. Alguns dos parâmetros definidos pelo projetista são a incidência de sol, a área de aberturas, os esforços estruturais, tipos de materiais, etc. 

Esse recurso também facilita a criação de formas como curvas abstratas de maneira mais facilitada, já levando em consideração fatores estruturais, térmicos, acústicos e de iluminação. Vale ressaltar que a modelagem paramétrica depende da criatividade do arquiteto, pois ela trabalha com alguns softwares de programação: ou seja, para realizar obras arquitetônicas com design diferenciado, o projetista precisa destravar processos criativos mentais, além de dominar a linguagem que utilizará para programar.  
Veja algumas profissões em que você sai na frente com esse conhecimento:

  • UI Design e Design gráfico
  • Jornalismo de dados
  • Marketing digital
  • Economia
  • Arquitetura paramétrica
  • Animação
  • Astrofísica
  • Física
  • Matemática
  • Engenharias

Por onde começar

“Um trio bem legal a se aprender é o HTML, CSS e Javascript, que é a base de toda a web, e hoje em dia aplicativos de celular são feitos usando essa tecnologia-base. É um caminho que eu recomendo às pessoas que querem fazer uma coisinha mais elaborada (com telas, botões e formulários) mas sem sofrer muito”, indica Lex.

Mas qual linguagem de programação aprender, vai depender da sua área. “Cada área de conhecimento aplica tecnologia de formas diferentes. Por exemplo, o pessoal de 3D usa aplicativos que permitem a criação de plugins, e aí são usadas linguagens como Python ou Ruby.
Já na esfera de pagamentos digitais (por exemplo, e-commerce), usa-se muito uma estrutura chamada API (Application Programing Interface) em que você usa praticamente qualquer linguagem de programação para fazer chamada a um serviço na internet e, programaticamente, fazer o que quer que você queira fazer (exemplo: pagamentos). Eu tenho uma amiga que é astrofísica e ela usa muito script em Bash de Unix para rodar scripts que, por exemplo, calculam temperatura de estrelas. Um outro amigo meu, engenheiro florestal, usa Excel como ninguém e fazer macros em Visual Basic Script é fundamental.”

Resumindo, saber programar pode te dar aquele sexto sentido de saber como um determinado software funciona por dentro, permitindo até mesmo que você crie suas próprias funcionalidades para auxiliar no seu trabalho -- seja ele qual for.

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PROFESSOR: ANDRÉ PEREZ, ENGENHEIRO DE DADOS NA STONE


André é engenheiro de dados e de machine learning na Stone onde atua no desenvolvimento e manutenção de pipeline de dados. Trabalhou na Serasa Experian, onde liderou a modernização da infraestrutura computacional da concessão de crédito, e na Amdocs, onde conduziu projetos de ciência de dados em Tel-Aviv, Israel. Atualmente é aluno de mestrado no Instituto de Ciências Matemáticas e Computação (ICMC/USP) e tutor do MBA em ciência de dados da mesma instituição.