Programação & Data Science
A engenharia front-end em busca
de soluções para as pessoas
Você já usou um aplicativo e se perguntou como suas funcionalidades foram pensadas?

Se o web design determina a aparência de um site ou app, o desenvolvimento de front-end concentra-se nas funcionalidades de uma aplicação. Assim sendo, os desenvolvedores e engenheiros front-end “dão vida” à uma interface.

Este profissional ocupa-se da engenharia de software que coloca em prática projetos de design por meio de linguagens de programação como HTML, CSS, JavaScript e usando frameworks de Bootstrap.

Não é difícil encontrar exemplos do trabalho de um engenheiro front-end, o resultado é visível em qualquer site ou app, na navegação, nos layouts e na maneira como se comportam em diferentes dispositivos. Nestes projetos, é fundamental colocar a acessibilidade e adaptabilidade como prioridade.

Além do mais, este profissional entende as ferramentas para simplificar a navegação de uma aplicação e habilitar sua interface para que seja funcional e interativa, entre elas podemos citar algumas como JQuery, React.js, Vue e Next. Clique aqui e confira o artigo sobre os frameworks mais populares.
“Minha primeira formação foi em Publicidade, mas queria ser músico inicialmente”, revela. Nascido no Pará, o primeiro contato de Marcelo Cavalcante com o desenvolvimento aconteceu quando ainda era web designer numa agência de Belém, capital de seu estado-natal.
A engenharia de front-end, portanto, procura tornar o processo de desenvolvimento mais produtivo, abrange a criação de um conceito, a redação de briefings, a transformação desta ideia em um requisito de sistema que é incluído num planejamento de produção. Após esta fase de implementação, é imprescindível acompanhar sua evolução contínua por meio de metodologias ágeis.

O papel de um engenheiro front-end não é restrito à codificação, porém, envolve também a compreensão de problemas, a proposição de soluções e o manuseio responsável de informações e dados obedecendo às legislações de privacidade do usuário, como a LGPD. Outra habilidade igualmente crítica para o sucesso nesta área é a comunicação efetiva com outros membros e equipes que participam de um projeto. Afinal, dificilmente um engenheiro front-end trabalhará de forma independente.

A gente conversou com Marcelo Cavalcante, Tech Leader na Dasa e professor do curso Profissão: Engenheiro Front-End da EBAC para melhor entender as atribuições deste profissional e as possibilidades nesta promissora carreira.

O curso é estruturado para o mercado internacional e atenta-se à nomenclatura usualmente utilizada pelas empresas no exterior para designar este profissional conhecimento como front-end engineer ou engenheiro front-end, em português.

“Tecnologia são pessoas resolvendo problemas de outras pessoas, facilitando a vida de outras pessoas”

“No Brasil, o desenvolvimento front-end não se trata de engenharia especificamente uma vez que o gerenciamento de tarefas e o fluxo de entregas, qualidade e segurança não estão no seu escopo de tarefas. O programa da EBAC, entretanto, integra todos estes tópicos de forma evolutiva conforme o avanço do alunos durante os módulos”, Marcelo esclarece.

“A alta demanda faz com que empresas estrangeiras procurem talentos de front-end aqui no Brasil. O interessante é que possuímos uma cultura de trabalho bastante enraizada, então a carreira de brasileiros que imigram para atuar na área tech costuma decolar”. Contudo, a remuneração e benefícios de empresas no território nacional permanecem competitivos.

À medida que novas tecnologias surgem e tornam-se cada vez mais populares, elas também trazem oportunidades no mercado de trabalho.

“Tecnologia são pessoas resolvendo problemas de outras pessoas, facilitando a vida de outras pessoas”, declara Marcelo no início de nossa conversa.

O curso Profissão: Engenheiro Front-End possui uma proposta ambiciosa. “Os principais desafios deste curso são desenvolver no futuro profissional da área a compreensão do processo de desenvolvimento de software e uma visão abrangente do front-end que não se limita somente à programação de linguagens específicas, mas que hoje trabalha com projetos de alta complexidade distribuída em diversas aplicações como web, mobile que envolvem até IoT, a internet das coisas”.

“Minha primeira formação foi em Publicidade, mas queria ser músico inicialmente”, revela. Nascido no Pará, o primeiro contato de Marcelo Cavalcante com o desenvolvimento aconteceu quando ainda era web designer numa agência de Belém, capital de seu estado-natal.

“Quando terminei o design de uma página, o diretor de criação me questionou como a gente faria aquele projeto funcionar. Como já tinha conhecimento básico de HTML e CSS, comecei a aprender e desenvolver outros projetos”.

De acordo com Marcelo, este foi o pontapé inicial para trabalhar com tecnologia. “Aceitava projetos dentro e fora da agência que me permitiam aprender tanto no front-end quanto back-end”.
A oportunidade de vir para São Paulo ocorreu em 2010 e de lá para cá sua carreira deslanchou, Marcelo ganhou experiência em front-end e UX em projetos relevantes para o jornal Valor Econômico que passava por um processo de transformação digital e, também, atuando como webmaster no Uol.  Ao passo que suas experiências profissionais se acumulavam, Marcelo decidiu fundar sua própria agência digital, a Vasto, para atender clientes como a editora Abril, empresa onde coordenou toda uma equipe que reestruturava um sistema de call-center.

Em seguida, ainda liderou outra equipe de desenvolvimento na fintech PagSeguro. Nesta etapa de sua carreira, seu interesse em desenvolvimento de software e gerenciamento de pessoas só cresceu.  

“Comecei a trabalhar mais esta questão de engenharia de software, entendendo mais todo o conceito de produção, como tornar o desenvolvimento mais confiável, mais previsível com métricas quantitativas e qualitativas”.

Finalmente, Marcelo hoje é tech lead na Dasa, a maior rede de saúde integrada do Brasil e líder em medicina diagnóstica. “Lá minha equipe desenvolve um aplicativo cuja ideia é exibir todo o histórico médico dos pacientes visando facilitar justamente seus diagnósticos, evitando todo aquele transporte de papelada para cima e para baixo”.

“A agência ainda continua com as consultorias, mas somente com foco em projetos específicos. O tempo é escasso”, ele afirma.

Ao realizar esta retrospectiva durante nossa conversa, Marcelo nos revela que os fatores que unem todas estas experiências únicas em setores tão distintos são a inovação e a transformação digital. “A melhor sensação para os desenvolvedores é ver que um produto construído por nós está sendo usado no cotidiano das pessoas e sendo úteis para elas. Essa satisfação é única e independe dos mercados de atuação”, acrescenta.

O líder de tecnologia explica que além de sua formação como publicitário, ele também ingressou no curso de TI de uma importante instituição de ensino tecnológico na cidade de São Paulo. Todavia, o tempo de formação para esta profissão é relativo, segundo seu relato.

“Para mim e outros colegas da área o consenso é o mesmo: você agrega o conhecimento necessário de 6 a 12 meses e depois provavelmente nunca mais irá parar de estudar”.

Ele é taxativo sobre a importância da prática na vivência de um engenheiro ou desenvolvedor front-end.  

“Obviamente será necessário aprender com a mão na massa, um desenvolvedor não é formado apenas na teoria. Para alguém dominar completamente a engenharia de front-end, é necessário pelo menos um período de 1 ano”.

“As faculdades geralmente não acompanham a velocidade de evolução da tecnologia. Por outro lado, o curso que construí na EBAC engloba uma formação completa que reúne desde o conteúdo que aprendi no meu primeiro projeto até o que há de mais atual no mercado”.

Se você deseja ser um engenheiro front-end, o professor Marcelo Cavalcante recomenda não rotular a tecnologia com um “bicho de sete cabeças”. “Ninguém nasceu sabendo programar, mas tudo é possível por intermédio do aprendizado”. A segunda dica é não parar de estudar.

“As tecnologias vão mudando, as linguagens, bibliotecas de desenvolvimento e frameworks evoluem e não podemos ficar para trás no mercado. Por esta razão, uma rotina de atualização semestral ou anual se faz indispensável”.

A terceira e última dica é não ter medo de errar.“Há diversas formas de estruturar o raciocínio lógico, basta aplicar a maneira mais apropriada para uma determinada situação”.

Por fim, Marcelo dá outro recado importante para quem deseja trabalha no setor tecnológico: “O dinheiro é importante e uma consequência, mas depende igualmente da entrega do serviço prestado. Então, esteja disposto a se desafiar para aprender mais, pois o resultado financeiro e o reconhecimento do mercado com certeza acompanharão este esforço”.

Aprenda a desenvolver soluções  em tecnologia para pessoas 

À medida que novas tecnologias surgem e se tornam populares, a profissão engenheiro front-end cresce cada vez mais junto com as oportunidades no mercado de trabalho. Pensando nisso, a EBAC lança o curso Profissão: Engenheiro Front-end.


Domine as principais tecnologias Front-end, desenvolva uma carreira promissora e tenha oportunidades de trabalho no mundo todo. Com este curso, você aprenderá a produzir layouts de produtos digitais, a criar aplicativos web e a trabalhar com HTML, CSS e JavaScript tornando-se assim um Desenvolvedor Front-end completo.


Nosso professor: Marcelo Cavalcante


Desenvolvedor web desde 2008, com ampla experiência em projetos para internet, incluindo dispositivos móveis, marketing e performance digital. Trabalhou em empresas como UOL, Valor Econômico, Editora Abril e PagSeguro, além de oferecer consultorias para diversas marcas nacionais e multinacionais. Tem ampla experiência com React, JavaScript, HTML5, SASS, Node.js, Vue.js, Next.js e Laravel.