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Business Intelligence (BI): como traduzir o que os dados "dizem"
O processo tecnológico gera insights ágeis e úteis para diferentes áreas das empresas; quem tem a expertise sai na frente profissionalmente
Não importa qual segmento da indústria, ninguém trabalha com “achismos” ou intuição para gerir os negócios. Ou não deveria, já que os dados estão aí para isso. Porém, os dados por si só não valem muito, é preciso que sejam modelados para que as informações sejam realmente compreendidas. Aí é onde o Business Intelligence entra em jogo. 

“BI é um processo orientado pela tecnologia que ajuda organizações e seus gestores na tomada de decisões, de forma fácil e ágil”, explica Jonatas Franklin de Melo, Gerente de Sistemas na Kantar e professor do curso de Power BI da EBAC. Técnicas e ferramentas são utilizadas para agrupar, explorar e modelar um grande volume de dados brutos de qualquer área da empresa, do marketing, logística, vendas ou mesmo financeira.
A importância do BI para os negócios

O conceito surgiu na década de 1990 e descreve as habilidades das corporações para acessar dados e explorar informações e recursos financeiros para os diretores das organizações. O objetivo, resumidamente, é prever ameaças, reduzindo os riscos, identificar fraqueza e oportunidades de negócios atuando de forma estratégica nos negócios. 

As informações obtidas pelo BI são como um farol para guiar as decisões de forma embasada, para, por exemplo, posicionar a empresa no mercado em que atua, avaliar o desempenho do lançamento de um novo produto, ou se uma campanha de marketing obteve um bom desempenho são apresentados em relatórios analíticos, resumos, painéis gráficos e mapas. 

As análises preditivas indicam tendências futuras, preparando a organização a lidar com possibilidades de cenários a curto, médio e longo prazo, resultando em vantagem competitiva com a concorrência e maximizar o lucro, por exemplo. Os dados modelados para análises prescritivas olham para os dados de performance a fim de corrigir e otimizar processos que estão em andamento, como campanhas de vendas e taxas de conversão. Estes são alguns exemplos para você ter uma ideia do quão ampla podem ser as aplicações do BI em uma empresa, afinal há diversos outros relatórios de indicadores que as organizações utilizam como ferramenta de gestão.
O que faz um profissional de Business Intelligence e quais áreas atua

Um especialista em BI precisa conhecer as fontes de dados para extrair as informações pertinentes. Em seguida, é preciso organizar tudo para que essas informações sejam visualizadas de forma compreensiva. O especialista sabe como coletar e analisar os dados, além das ferramentas que podem ser utilizadas para a realização de todas as etapas.

Vale dizer que você pode ser um engenheiro, um gerente de marketing, um analista de social media ou um profissional de vendas, onde houver dados, os conhecimentos de Business Intelligence serão úteis em qualquer área ou área de atuação de negócios. “O especialista em BI não está restrito a único setor, na verdade pode atuar em qualquer segmento que envolva dados, hoje em dia é até difícil pensar em segmentos que não envolvam dados, tudo é movido a dados, aqui alguns exemplos de segmentos: Telecom, Automotiva, Varejo, Pesquisa de Mercado, Startups, etc. O PBI é uma ferramenta de BI inclusiva, quero dizer, é possível implementar soluções de BI com o PBI desde empresas pequenas até em grandes companhias", afirma Melo.

BI até no jornalismo e social media

Para se ter uma ideia do quão amplas são as possibilidades, até mesmo jornalistas e produtores de conteúdo se beneficiam do BI. A jornalista Gabriela Leão conta como migrou para o campo de métricas e social listening BI:

"Meus primeiros dois estágios foram em assessoria de imprensa. Certa vez fui chamada para uma entrevista de emprego em uma agência de monitoramento de redes sociais. Queriam um estudante de jornalismo para trazer uma visão mais 'jornalística' para os textos dos relatórios.
Foi aí que eu descobri a área de monitoramento. Aos poucos essa função foi ganhando meu coração e eu fui me interessando mais. Parei de procurar cursos de jornalismo e passei a estudar mais sobre dados."

Agora, anos depois de se apaixonar por dados, a jornalista migrou para social listening, uma área específica de social media que acompanha as muitas vozes dos usuários das redes.

"Percebi que havia a necessidade de me especializar mais em alguma área específica. Meu gosto pessoal falou mais forte e eu comecei a pesquisar mais sobre social listening. Basicamente, é a análise do que as pessoas estão falando nas redes sociais. Seja dentro das redes do cliente ou em “mar aberto”. Esse termo é utilizado para se referir a comentários feitos de maneira espontânea, por exemplo, quando você xinga alguma marca no Twitter. Dessa forma o social listening gera insights sobre uma marca, tendências de consumo e uma infinidade de opções.
Durante essa jornada aprendi a utilizar ferramentas que trazem uma visualização simplificada do big data. Ou seja, você pode trabalhar com números utilizando esses visualizadores que já trazem porcentagens, volumes e toda a parte 'de exatas'. Cabe ao B.I. de social listening ter a inteligência em operar essas ferramentas e enxergar padrões e tendências em meio aos dados
Gabriela Leão, Social Listening B.I.
No curso de Power BI você aprende os processos e técnicas assim como as ferramentas para levantar as informações necessárias para relatórios e análises. "O Power BI trata o dado desde sua origem até a etapa de visualização, através da tecnologia fornecida pela ferramenta é muito mais fácil gerar insights, criar métricas de acompanhamento, identificar tendências.

Quer aprender a ler dados sem a ajuda de alguém do TI?

A EBAC acaba de lançar o curso Power BI pensando em quem busca mais inteligência de negócios por meio da tecnologia mas também quer autonomia, sem depender de um programador para extrair e modelar os dados. 


O curso é indicado para iniciantes, especialistas do marketing, especialistas em vendas, analistas BI. Se você quer se atualizar e usar o Power BI para se destacar no mercado, a hora é agora!




Nosso professor: Jonatas Franklin de Melo


Formado em Sistemas de Informação e pós-graduado pela Universidade Mackenzie em Compliance Digital. No mercado de tecnologia desde 1999, começou como desenvolvedor e criou soluções voltadas à pesquisa de mercado. Atualmente, integra soluções corporativas com foco no cliente externo, entregando resultados de forma automatizada via dashboards online na Kantar Insights. Lidera também o time de segurança da informação para garantir o sigilo e a confidencialidade das informações de clientes, entrevistados e funcionários. Trabalhou em grandes empresas do setor, como a Ipsos e a TNS RI, e possui diversas certificações como MSSQL Business Intelligence e POWERBI - analyzing data.