Design

Digital product designer: uma carreira sem fronteiras definidas

Da ideia inicial à concepção de novo produto ou serviço digital, existem várias etapas a serem percorridas e é esse profissional que coloca a mão na massa para encontrar soluções inovadoras
O digital product design surge da era focada na experiência do usuário: basta pensar na quantidade de aplicativos que surgiram nos últimos anos e nos prometem facilitar cada aspecto da nossa rotina, do delivery do supermercado ao aluguel de carros.
Com diversos modelos de negócios surgindo já no ambiente virtual, há um aumento consistente na demanda por profissionais com capacidade de ter uma visão holística e alinhada ao business. Uma pesquisa realizada pela empresa de recrutamento global The Bridge aponta um aumento considerável de oportunidades de emprego na área de tecnologia, incluindo aí a carreira de digital product designer. De acordo com o estudo, um dos motivos é que a pandemia do coronavírus impulsionou a transformação digital em diversos setores econômicos, como serviços financeiros, varejo, setor público, manufatura, automotivo e mídia.
“As pessoas buscam experiências e não só consumir um produto. E todos nós sabemos quando algo ressoa na gente. E é o designer de produto digital o especialista em criar essas experiências", Cassio Prates, professor do curso de product design na EBAC e product designer na Geekie.
(Crédito: Freepik)
Quais são esses produtos digitais?

São sites, plataformas e principalmente aplicativos. “Mas estes são apenas um dos muitos meios possíveis de se concretizar algo diante do problema a ser resolvido. Como o trabalho do designer de produto é projetar soluções para sanar necessidades das pessoas, a solução (ou produto) derivada disso podem ser: blogs, bots, canais de atendimento, etc. Tudo isso para ter um ‘produto’ que entrega uma solução inovadora e prática para as necessidades identificadas”, explica Cassio Prates.

Habilidades & competências

Mais que dominio de ferramentes ou softwares, um digital product designer deve ter aptidões qualitativas para se dar bem na carreira, como visão holística de processos e um perfil colaborativo, já que irá transitar por diversas áreas e pessoas, além de abertura para receber feedbacks. Isso porque sua ideia inicial poderá sofrer ajustes, aperfeiçoamentos, ou simplesmente não era a melhor opção naquela situação.

Quem tem experiência em outras áreas pode agregar muito à criação de produtos digitais. “O mundo é transdisciplinar, e a questão de experiência de usuários transpassa por todos os negócios. Há muitas áreas que podem acabar se especializando e trombando no design de produtos digitais, como gestão, comunicação, marketing, programação, redação, etc. Também é muito comum designers se especializarem como designers de produto, como no meu caso. Me formei em design gráfico, e, pela minha vontade de trabalhar com soluções digitais, acabei indo naturalmente para esta área. Designers têm essa curiosidade de entender processos, como as coisas são feitas, de projetar as coisas", diz Cassio.

Qual a principal habilidade de digital product designer? Cassio, responde de imediato: “Com toda a certeza seria a escuta ativa. Conversar com as pessoas que vão usar o seu produto, e ouvir de verdade o que elas tem a dizer. Numa conversa franca conseguimos captar muita coisa. O que essas pessoas falam, o que elas costumam escutar, o que elas veem, e até o que elas sentem… Tudo isso é capaz de ser entendido pelos designers quando querem realmente resolver um problema para aquelas pessoas, e esse é o diferencial que vai ajudar a criar um produto disruptivo que é diferente do que essas pessoas usaram até então, e que atende as necessidades delas.”
Ser designer é muito mais sobre facilitar a construção e fazer a ponte entre os usuários e o desenvolvimento, do que sobre conseguir criar um produto sozinho.
Se todo esse papo sobre interfaces, foco no usuário, inovações digitais, te fez pensar que saber programar é um pré-requisito para se tornar um digital product designer, não se preocupe: basta ter noções básicas de como a lógica funciona. "Eu mesmo não sei programar uma linha de código. Sei um pouco de como funciona a lógica de programação, e sei conversar com os desenvolvedores utilizando alguns termos técnicos, isso acho que é necessário para que o(a) designer consiga construir algo que seja viável, que dê para sair do campo das ideias e tomar forma, com os recursos que temos disponíveis… Mas entender isso está longe de conseguir programar. Existem sim designers que sabem também 'codar', mas são tão raros que são chamados por aí de 'unicórnios.
Trabalhamos muito em times e precisamos de equipes transdisciplinares para construir esses produtos. Assim, trabalhamos diretamente com a criação de softwares, mas muito menos pensando nas linhas de código e muito mais na experiência", diz Cassio.
Já pensou em mergulhar na área de digital product design?

Esse profissional é o responsável pela criação de produtos ou serviços digitais inovadores, focados na experiência do usuário em multiplataformas como websites e aplicações mobile. Pensando nisso, lançamos um curso completo para que você tenha formação em Digital Product Design com aulas práticas, feedback individualizado e muitas dicas para você se destacar nesta carreira.


Nossos professores: Cassio Prates, Flavia Kawazoe, Makson Serpa e Thiago Barcelos


Cassio Prates


Há 9 anos atuando com soluções digitais, com passagens por agências de publicidade e, nos últimos anos, com foco total no desenvolvimento de serviços e games. No WildLife Studios, um dos maiores estúdios de games da América Latina e a única Startup Unicórnio no Brasil, trabalhou criando interfaces e funcionalidades para hits no mundo dos jogos, para mobile, com mais de 1 bilhão de downloads, como Colorfy, Castle Crush, Bike Racer, War Heroes e Sniper 3D. Atualmente trabalha com educação e tecnologia na Geekie como Designer de Produto Sênior.



Flávia Kawazoe


Especialista em Estratégia de Marketing pela ESPM e pós-graduada em Arquitetura da Informação e UX, possui certificação em UX e Interaction Design, pela Nilsen Norman Group, e Design Thinking Coach, pela IBM. Flavia possui mais de 10 anos de experiência na multinacional IBM, onde atuou como Global Product Design Lead, e hoje é UX Design Specialist no laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento da Samsung.


Makson Serpa


Pós- graduado em UX Design, passou os últimos oito anos atuando no mercado digital com projetos na web, plataformas digitais e aplicativos. Hoje atua como Designer de Produto na Wingocard, uma fintech que está sendo construída do zero em Montréal no Canadá. Makson já trabalhou em grandes empresas como a Movile, onde atuava com a marca PlayKids, e se juntou ao Pipefy, hoje um case de sucesso global, quando a empresa tinha apenas 17 pessoas. Também passou pela Hopper, uma das 50 empresas mais inovadoras do mundo no segmento de viagem.


Thiago Barcelos


Atua como especialista em Design de Produto na SumUp, reconhecida fintech multinacional, projetando produtos financeiros e capacitando pequenos comerciantes a impulsionar seus negócios por meio de design e tecnologia em todo o mundo. Possui mais de 10 anos de atuação no mercado, já desenvolveu experiências digitais para clientes como Grupo Abril, Oi, IBM, Citibank, Grupo Movile, Zingfit, Maplink e Truckpad.