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Afinal, como é ser um curador de arte?

Conheça os detalhes da profissão e os caminhos para ingressar no meio
A curadoria de arte é uma profissão razoavelmente jovem, sobretudo no Brasil. 
Responsável pela seleção das obras que irão integrar uma exposição, a profissão ganhou notoriedade no Brasil ainda na década de 1950, quando era então chamada de direção artística.

No final da década de 1980 e início da década de 1990, surgem os primeiros cursos profissionalizantes, em Londres e em Nova York. A academia, contudo, não é o único caminho para quem busca se consolidar como profissional no meio artístico. 

Existem dois caminhos que podem ser seguidos por quem deseja se tornar profissional nessa área: dentro de instituições, é responsabilidade do profissional selecionar quais exposições externas passarão pelo espaço ou não, organizar mostras a partir do acervo do lugar para o qual trabalha, planejar a programação cultural do espaço e, principalmente, fazer estudos acerca do acervo, planejando compras, doações e formas de otimização. 

Outra possibilidade é a curadoria independente, na qual não há vínculos oficiais entre curadores e espaços de arte. Dessa forma, o curador mais frequentemente atua em projetos ligados à sua área de pesquisa, e leva exposições para centros culturais, galerias e espaços independentes. 
O papel deste profissional compreende inúmeras atividades. Além de ser responsável pela concepção das peças de uma mostra, também é responsabilidade da curadoria desenvolver e gerenciar a exposição. Esse profissional também atua na produção e revisão do registro da mostra.
 
Para Thierry Freitas, curador independente, “na curadoria, como em qualquer outra profissão, a formação teórica é essencial, mas o interesse em ver arte, visitar exposições e estar atento ao que é novo também são pontos fundamentais”.
Os caminhos para a curadoria
Ingressar no meio artístico pode parecer uma tarefa para as pessoas cujas expressões de arte se manifestam de forma algo natural.
Contudo, o mercado de arte hoje encontra-se abastecido também de profissionais cuja atuação se dá na organização e nos bastidores das produções artísticas - os curadores. 

Para se tornar um profissional de destaque na área, é preciso, acima de tudo, possuir bagagem cultural. Isso não significa apenas gosto pela arte ou por uma veia específica, mas ser capaz de compreender o valor cultural e financeiro de diferentes peças. 

A habilidade de negociação de peças de arte também tem relação com a bagagem cultural necessária para o bom desempenho da profissão. Além disso, conhecimento de mercado, contatos e conhecimento teórico podem ser grandes aliados.

Não é preciso, contudo, que aspirantes a curadores tenham formação em ramos voltados à arte. Diferentes ramos, como História, Antropologia e mesmo gestão de eventos podem trazer conhecimentos valiosos para a profissão.
As diferentes competências, aliás, são valorizadas em profissionais que busquem se consolidar no mercado de arte. Conhecimentos em marketing, economia e relações interpessoais são bastante desejados.

Por fim, é importante ter em mente que as experiências dentro da área são diferenciais. Cursos de especialização, oficinas e mesmo o trabalho voluntário em museus ou galerias podem contribuir, e muito, para a formação profissional de quem busque ingressar neste mercado.
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