Programação & Dados
Os novos caminhos para entrar no universo de IT
Trabalho remoto, robótica, programação, inteligência artificial, e-commerce… A maneira como trabalhávamos está se transformando, mas será que todos estão preparados para o futuro do trabalho?
Não é de hoje que a mudança tecnológica, as transições da indústria e a globalização estão afetando os empregos e, com isso, as habilidades necessárias para tais vagas. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) prevê que 1,1 bilhão de empregos podem ser radicalmente transformados pela tecnologia na próxima década. 

O World Economic Forum, pelo projeto Reskilling Revolution, lançado em janeiro de 2020, chamou atenção para um “detalhe” importante: para que as pessoas mantenham seus emprego e tantas outras sejam recolocadas, é preciso que desenvolvam as competências essenciais para suprir a demanda para se adaptar ao mercado e para as chamadas profissões do futuro até 2022. Ou seja… no próximo ano!

O desafio é ainda maior uma vez que o currículo tradicional da educação segue um modelo de ensino quadrado e muitas vezes desatualizado, o que lá na frente irá agravar a escassez de profissionais. Na verdade, já vivemos um pouco disso na área de tecnologia.
Oferta e demanda de profissionais
Em 2019, a Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais) previa em um estudo 420 mil vagas na área em seis anos no país. Só nos primeiros meses de 2021, 52.743 novas vagas foram abertas, de acordo com o relatório “Monitor de Empregos e Salários” da entidade. 

O cenário positivo é consequência do crescimento acelerado do mercado digital e automação nas empresas que precisaram se reinventar motivadas pelo isolamento social e adoção do home office. Muitos negócios começaram a investir em segurança online e também em e-commerces, aumentando a demanda por profissionais de TI e de tecnologia da comunicação. E para suprir o setor, deveriam ser contratados uma média de 70 mil profissionais até 2024. O problema é que, no Brasil, apenas 46 mil profissionais anualmente se formam no ensino superior com perfil tecnológico. A conta não fecha, não é? É o que o World Economic Forum chama de “reskilling emergency”, pois é necessário capacitar a força de trabalho para atender aos 133 milhões de novos empregos que serão criados na chamada “Quarta Revolução Industrial”. 

De acordo com o relatório Jobs of Tomorrow do WEF, haverá um aumento na procura por profissões na vanguarda da economia de dados e Inteligência Artificial (AI), bem como novas funções em engenharia, computação em nuvem e desenvolvimento de produtos. Esses empregos precisam de talentos com habilidades relevantes e, o que é mais importante: essas habilidades podem ser aprendidas mesmo por quem não tem diploma universitário.
O futuro já está aqui
A inclusão digital é uma necessidade do presente e do futuro para profissionais de todas as áreas, com ou sem diploma universitário. 

Nós já vemos isso acontecendo: pense no staff do seu restaurante favorito que já toma os pedidos em um tablet, conectado a uma central de processamento diretamente na cozinha. Esse sistema não pode ter falhas para que o restaurante funcione tranquilamente. 

Pense nos aplicativos que você usa para fazer compras, rastrear pedidos. A loja precisa manter seu sistema em funcionamento todas as horas, dia após dia, durante todo o ano. E cada uma dessas lojas coleta e mantém dados de clientes e, por isso, também devem proteger essas informações, o que significa que devem, portanto, executar operações de segurança cibernética.
Reskilling Emergency
Diante deste déficit de profissionais qualificados no mercado, a importância dos cursos, de curta e média duração, aumenta. No estudo da Brasscom de 2019, a instituição avalia que as empresas deveriam buscar candidatos sem que fluência em inglês e curso superior fossem desclassificatórios. Segundo o WEF, serão as habilidades aprendidas e não os títulos acadêmicos que irão moldar o futuro do trabalho.

“O diploma universitário ainda é muito importante em alguns segmentos de TI, mas existem empresas mudando, considerando mais a experiência prévia. Muitas selecionam candidatos que ainda estão finalizando a graduação para vagas de pleno e até sênior, principalmente se já tem bagagem”, diz Roberta Fernandes de Souza, Tech Recruiter Specialist/Team Lead, de São Paulo. “Existem profissionais tão aptos quanto alguém com formação superior; há muitos com uma trajetória profissional, com certificações específicas que os habilitam em determinados segmentos. Às vezes algo aconteceu na vida daquela pessoa e foi preciso trancar a faculdade, por exemplo. Existem outras maneiras de ter uma formação que não seja só a graduação.” 

Mas é preciso dizer que há, é claro, outras que são tradicionais e fazem questão da graduação. Ainda assim, para Roberta, que atua há 17 anos como tech recruiter, a área de IT está ficando mais flexível e mudando bastante. Existe um movimento acontecendo aí!

“Varia bastante de acordo com o segmento do cliente – bancos e algumas indústrias são mais inflexíveis –, do que eles nos pedem, mas as chances de quem está atualizado, fazendo cursos, pode ser igual ou maior frente um candidato que se formou em uma universidade mas parou no tempo.
Um cliente mais flexível e dos gestores. Tem empresas que dizem para abrir o leque e o gestor barra, por preconceito muitas vezes. E há gestores que dizem, que quero um profissional que tenha bagagem e não um diploma”, finaliza a Tech Recruiter.

Instituições como a Fatec, do Estado de São Paulo, por exemplo, oferecem cursos superiores de tecnologia e tem processo seletivo via vestibular. Com duração de dois a três anos, o aluno recebe um diploma de nível superior ao final dos estudos. Já em modalidades livres, EdTechs como a EBAC Online - Escola Britânica de Artes e Tecnologia se destacam em oferecer cursos online, assíncronos e com feedback de professores que são referência em suas áreas de atuação.  Em 11 meses, já temos mais de 1800 alunos já matriculados nos cursos de Programação e Dados!

Fica mais fácil planejar o desenvolvimento do capital humano ao entender os empregos do amanhã irão exigir. 

Não importa qual o seu sonho, a EBAC tem o curso certo para você!

A Escola Britânica de Artes Criativas & Tecnologia é uma instituição de ensino inovadora que oferece cursos online, além de programas presenciais e híbridos de graduação e especialização. Com um corpo docente formado por excelentes profissionais do Brasil e do exterior, nossa escola oferece um novo modelo de ensino das disciplinas criativas com diploma internacional, uso das melhores tecnologias disponíveis e que garantem ao aluno sua inserção no mercado de trabalho.