Design

Como a iluminação de ambientes afeta nossa rotina
A quantidade de luz e até seu tom podem transformam completamente os ambientes – e até mesmo o seu humor!
É muito provável que você esteja lendo este texto em um espaço interior com as luzes acesas. Para a maioria das pessoas, a vida moderna envolve passar a maior parte do tempo em ambientes interiores e, embora a luz artificial tenha nos proporcionado muitos possibilidades, ela também causou alguma confusão em nossos corpos, que evoluíram por milhares de anos para responder aos estímulos do sol durante o dia e do escuro à noite.
Círculo circadiano (Crédito: reprodução/Google)
Entendendo o impacto da luz no nosso corpo 
“A luz artificial foi uma grande mudança na humanidade de modo geral e foi o passo para simular a luz da natureza. Isso nos colocou quase que em um ‘jetleg’ contínuo, fazendo com que nossos ciclos circadianos fiquem diferentes e com que a gente prolongue o dia”, explica o arquiteto e urbanista Vitor Penha, sócio e diretor do Estúdio Penha.

O ciclo circadiano descreve o ciclo biológico de 24 horas dos seres vivos e é influenciado principalmente pela recepção da luz. Ele influencia o sono, o humor, a digestão, o controle da temperatura do nosso corpo e até mesmo a renovação celular. 

Mas como podemos ter um ritmo circadiano saudável se passamos a maior parte do nosso tempo em ambientes inundados por luz artificial? 
Aí é que entra o trabalho de um bom arquiteto ou designer de interiores. Eles podem usar a iluminação para promover ritmos circadianos saudáveis ​​e, consequentemente, uma vida mais saudável. 
A intensidade da luz
O indicado é imitar os ciclos de luz natural: luzes mais fortes são sugeridas durante o dia, enquanto luzes mais fracas são recomendadas para a noite.
Configurações opostas (luzes fortes de noite e fracas de dia) podem causar um ritmo circadiano confuso, alterar nossos horários de sono ou levar à diminuição da energia ao longo do dia, como mostra um estudo da Universidade de Toronto (Canadá).
O tom da luz
Da mesma forma, a cor da luz também nos afeta. Luzes mais frias (brancas) tornam o ambiente mais estimulante. Elas nos fazem sentir mais alertas, mais focados e podem aumentar os níveis de produtividade. “É por isso que, para um ambiente de trabalho, como escritórios ou home offices, usamos luzes brancas, por exemplo”, diz Vitor.

Avalie a função do espaço: quem e quando vai usar determinado ambiente; para qual o propósito? É uma sala com diferentes funções, por exemplo, estamos falando de uma sala de estar com espaço para uma mesa de jantar ou um quarto-escritório? Qual tipo de mobília haverá no espaço?
Definindo a quantidade de luz
A quantidade de luz versus a de sombras em um ambiente também é algo que deve ser considerado e, segundo Vitor, diverge de acordo com a cultura e o pessoal de cada um.

“O projeto luminotécnico precisa entender a cultura e a luz externa. Um projeto para um ambiente em Londres é diferente de um para o Brasil, por exemplo. Aqui, estamos saturados de luz do lado de fora. Então, quando entramos em casa, queremos menos luzes. Em Londres, pelo contrário, eles estão sempre com um exterior escuro, então querem algo bem iluminado quando podem”, exemplifica Vitor. 

Portanto, o design de interiores vai além de projetar apenas o ambiente em si. Entender como as luzes nele afetam os aspectos da nossa rotina é um dos passos mais importantes para a criação de um projeto adequado e agradável, seja para sua casa, um escritório, um restaurante ou qualquer ambiente que você esteja planejando.

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Nosso professor: Vitor Penha


Arquiteto e urbanista, formado pela Universidade Mackenzie, Vitor trabalha com luminotécnica há mais de 10 anos. É sócio e diretor de criação do Estúdio Penha, onde desenvolve o conceito do reuso e pesquisas nas áreas de percepção e luz.


O Estúdio Penha já foi premiado em diversos concursos de arquitetura e decoração, como Prêmio Casa Claudia, WA Awards 24th cycle, Prêmio Deca e Architizer A+Awards- Special Mention in the Office. Entre seus projetos premiados estão os restaurantes Bráz Trattoria, Seen e Manioca, além do escritório da AKQA São Paulo.