O que esperar do curso de sketching para designers

O termo gera alguma confusão por ser em inglês: sketching é, basicamente, desenhar, mas usando o desenho para ajudar a pensar. A técnica é usada por designers de diversas áreas, seja você um designer de interiores, de marcas ou gráfico.

Os professores do curso de Sketching para Designers Bob Nogueira e Renata Pedrosa explicam em que consiste o método e como facilita e expande as possibilidades de criação.

O básico do sketching: como começar

Da parede das cavernas até o esboço de um complexo sistema de confecção de um objeto, os desenhos eram a forma dos humanos se comunicarem antes mesmo de saber escrever.

O desenho possibilita o aluno a aprender mais sobre as características de um objeto ao desenhar, é possível materializar coisas abstratas também como uma tipografia.

No primeiro módulo do curso de Sketching para designers, os professores falam dos fundamentos do desenho; o que é necessário para construir uma imagem.

O curso foi pensado para quem nunca pegou em um lápis e tentou desenhar. Bob explicará os tipos de papel, de lápis. Ou seja, não é só para quem já desenha. São abordados os elementos básicos de desenho (ponto, linha e plano), cor, sistemas cromáticos e paletas de cores, além de explicar o que é e como aprimorar a composição estética ou “combinar” os elementos de um desenho entre si.

Crédito: Shutterstock

Quando você sabe desenhar, consegue usar esse recurso para visualizar sua ideia antes da execução. Ao colocar no papel, podemos ver se ela ficou como a gente imaginou. Esse passo anterior é importante para conseguir pensar em possíveis problemas e buscar soluções mais apropriadas para a sua criação.

Instrumentos para transmitir uma ideia

O desenho é uma ferramenta de aprendizado e criação, um recurso usado por artistas desde a antiguidade. Os renascentistas têm nos esboços um meio de estudo da realidade antes de executarem suas criações.

Ao desenhar, pode-se representar ideias usando o conceito de composição. A textura, os pontos, as linhas, todos os elementos que acrescentam qualidade e informação à imagem. Essas informações não são conscientes de quem vê o projeto, mas sim de quem deseja transmitir uma ideia. Essas convenções são aplicadas para representar o espaço, fluidez, movimento, densidade, velocidade de objetos, personagens em um jogo, planejamento de um ambiente, uma vestimenta ou mesmo o layout de um site.

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Bob Nogueira vai te ensinar a observar os detalhes dos objetos, de todos os ângulos: de cima, de lado, de baixo. Os professores ensinam como representar espaços internos e externos usando os princípios da perspectiva, retratando objetos do cotidiano com luz e sombra para adicionar volume e tridimensionalidade.

Depois, os fundamentos do design dão ainda mais embasamento e recursos para que a criação de designers seja mais potente, independentemente da sua área de atuação.

Como construir referências

Os grandes desbravadores da imagem, de ideias e conceitos são os artistas. A arte assume o papel de romper com tradições ou começar movimentos que só muito tempo depois serão absorvidos e trabalhados na prática, como no design, arquitetura.

Artistas têm muitas referências e sabem como usá-las em seus trabalhos. Ninguém trabalha sem referência. Grandes diretores de cinema tem referências na história do cinema e antigos cineastas para se basearem e criarem algo original, por exemplo. Portanto, também é assim para os designers. É muito difícil que uma pessoa sem referências tenha ideias super interessantes. O conhecimento te impulsiona a ser uma pessoa que some e se construa além do que já foi feito.

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Professora e artista contemporânea, Renata fala da história da arte, arte contemporânea trazendo o trabalho de artistas expoentes em determinados movimentos artísticos. Com as recomendações referências propostas, os alunos adquirem mais “bagagem” de conhecimento e repertório criativo. Quando ela fala sobre artistas que usam materiais não convencionais, na primeira parte do curso, ela está “traduzindo” a linguagem daquele artista contemporâneo para o aluno. Isso ajuda que ele entenda outras linguagens.

Quando Renata fala sobre artistas que usam materiais não convencionais, na primeira parte do curso, ela está “traduzindo” a linguagem daquele artista contemporâneo para o aluno. Isso ajuda que ele comece a entender outros “idiomas”.

Para Bob, o objetivo é ensinar o aluno a construir um repertório para expandir seus conhecimentos e ir em busca de outras referências, sabendo como e em momentos aplicar as novas ideias que irão surgir.


Curso online de

Sketching para Designers

O curso foi pensado para pessoas que já têm conhecimentos prévios de desenho mas também para quem nunca pegou no lápis. Ao desbloquear essa nova habilidade, jovens estudantes e profissionais da área darão um salto de conhecimento em suas criação.

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