Programação & Data

Já pensou em construir uma carreira internacional?

Especialmente para os profissionais de tecnologia, o mercado não se limita ao território nacional

O mercado de tecnologia está em constante expansão. Atualmente existem mais vagas do que profissionais qualificados em diversas áreas -- e em diversos países!

“As progressões mostram que se dobrar o número de desenvolvedores todos os anos, ainda assim demoraria 22 anos para suprir a demanda do mercado. Até mesmo o Google tem cerca de 180 processos seletivos abertos para desenvolvedores porque mesmo essas grandes empresas estão trabalhando com menos que o ideal. É o profissional mais valioso da história ultramoderna e a demanda de profissionais é altíssima, por isso eles procuram pelo mundo todo”, conta Arthur “404 Dev”, engenheiro senior membro da X-Team, uma equipe internacional de alta performance da Fox.

Já pensou em trabalhar para empresas internacionais e levar sua carreira profissional para o próximo nível? Confira as dicas de Arthur e saiba como se preparar para encarar as demandas de um mercado de tecnologia global.
Graduação
“Esse é o ponto que mais me perguntam, se é necessário uma graduação na área e eu mesmo não sou formado em tecnologia, mas em economia, e já recebi proposta de todas as grandes do mercado (Amazon, Apple, Google, Facebook, Microsoft)”, diz Arthur.

Graduação, no geral, é muito bem-vista no mercado internacional então provavelmente vão querer que você tenha um superior mas não necessariamente na sua área. “Ter uma graduação, para o recrutador, demonstra que você dá importância para os estudos.”

Mas é importante ter o conhecimento na área que você vai trabalhar, claro, e isso você pode adquirir por conta própria mas, mais facilmente, com cursos.

Alterando seu LinkedIn
O LinkedIn é onde a maioria dos recrutadores procuram candidatos mas, muitas vezes, você não está recebendo propostas pelo simples fato de que não está sendo encontrado. Para melhorar isso. Arthur indica:

  • Coloque seu perfil em inglês. É a língua que vão procurar. 
  • Coloque a linguagens de programação que você entende (como JavaScript) na aba de "línguas" que você fala (como Inglês e Espanhol). “O recrutador é do RH, não é um técnico, eu já recebi vários relatos de recrutador que, ao receber o briefing que precisam de alguém que entenda linguagem Java, procura isso na aba de línguas do LinkedIn. Tem que entender que quem vai te procurar não é o técnico.”
  • Coloque no “About” todos os cargos que você já desempenhou, o cargo que você almeja e as tecnologias que você conhece. “Quando o RH te procura no LinkedIn, o about é indexado, e eles vão filtrar os candidatos por lá baseado no briefing de conhecimentos que os passaram.”
Currículo
“O currículo da maioria dos profissionais brasileiros que eu vejo é muito diferente de quem já está no mercado internacional, com bastante texto”. Para se adequar ao padrão internacional, Arthur indica:
  • Tenha no máximo 1 página, colocando apenas as experiências relevantes para aquela vaga, não todas que você já teve
  • Seja objetivo. Abaixo de cada cargo, coloque as funções principais em tópicos.
  • Adicione métricas, mostrando experiências que você teve que chamam atenção, como “reduzi a velocidade do algoritmo em 45%”.
Nível de inglês
Ao contrário do que muitos pensam, você não precisa de nenhuma certificação de inglês fluente. “Na minha equipe tem polones, mexicano, coreado, brasileiro e apenas um americano. Só temos uma pessoa que tem inglês como língua mãe. Os sotaques são diversos, não precisa ter a pronúncia perfeita e nem fluência excelente, não é o que nenhuma empresa procura”, diz Arthur.

O importante é saber se comunicar. “Você consegue entrar em uma reunião todo dia e contar o que você fez e o que você precisa? Então está ótimo. E se você não entender o sotaque de alguém, não há problema nenhum pedir para repetir mais devagar.”
Processo seletivo
Se você foi chamado por uma empresa, Arthur, que já passou pelo processo de todas as grandes de tecnologia, conta o que esperar das etapas:

  • Etapa 1: com RH. “Você precisa ter habilidade de comunicação. Como eu falei, essa pessoa não é técnica de tecnologia, então saber comunicar o que você deseja, ter poder de apresentação e de organização é fundamental. Já vi pessoas com uma técnica excelente mas que foram cortadas nessa etapa porque não sabiam se comunicar.”
  • Etapa 2: técnica. Aqui geralmente usam o método de coding challenge, um desafio de codificação para você resolver. “Você tem que estudar aquela linguagem de codificação que pedem. E não é decorar, é estudar, saber resolver, porque vão te perguntar porque você seguiu o caminho que seguiu.”
  • Etapa 3: presencial. Eles pagam tudo para você ir até a empresa e passar por um processo presencial que inclui 5 entrevistas. “3 serão com engenheiros de softwares de outras áreas que a sua, eles virão com questões de nível médio para você resolver. Depois, tem uma entrevista Bar-Raser, uma mais difícil para elevar o nível do processo. Por fim, uma questão de sistema de design que nada tem a ver com código. Vão perguntar, por exemplo, como você faria uma página de produtos recomendados na Amazon e você tem que explicar a arquitetura do que você pensa que funcionaria.”
Como Arthur explica, é um processo longo e cansativo e para o qual você deve estar preparado.

Valores
Segundo Arthur, uma vaga de entrada a nível mais baixo nessas grandes empresas paga cerca de 132 mil dólares por ano. “São oportunidades muito boas e extremamente possíveis. Eu mesmo não sou o melhor programador do mundo e já recebi proposta de todas elas. Como eu falei, o mercado está com muita falta desses profissionais, então se você se posicionar bem, é muito fácil receber uma proposta.”

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