Programação & Dados

Você não sabia, mas já tem as habilidades para ser programador!
Com o mercado aquecido, migrar para a área de TI tem sido o sonho de muitas pessoas; saiba mais sobre as soft skills que te ajudarão nesse caminho
Um levantamento recente do LinkedIn, rede social de networking e empregos,
mostra quais são as 15 profissões emergentes no Brasil em 2020 - isto é, os setores mais aquecidos do mercado de trabalho nesta nova década. Mas há uma área que está mais agitada que qualquer outra: a de tecnologia.

Enquanto há uma fila de pessoas na busca de um emprego, há uma lista de vagas em aberto na área de TI. Com a baixa oferta de profissionais qualificados, os salários oferecidos sobem, atraindo os olhares de profissionais de outras áreas e considerando reconstruir sua trajetória profissional.

Esse é o seu caso? É possível mudar de carreira em qualquer idade! Afinal, a capacidade de aprendizado não está relacionada com faixa etária ou experiência. Basta estar disposto: quem tiver mais dedicação em se manter atualizado e adquirir habilidades necessárias para a posição pretendida, sai na frente.
Falando em habilidades…

Primeiro, vamos separar as tais habilidades em duas categorias: as comportamentais e as técnicas. Essas aptidões de comportamento se referem a:
  • Bom relacionamento interpessoal
  • Boa comunicação, ou seja, saber se comunicar com clareza e assertividade
  • Ser proativo
  • Organização
  • Capacidade analítica e de resolução de problemas

Se você ler novamente a pequena lista acima, vai perceber que não nos referimos à habilidade de TI em si. Isso porque esses soft skills, como os profissionais de recrutamento chamam as habilidades comportamentais, são pertinentes para qualquer área, seja você um publicitário, designer ou até mesmo um educador físico.

Com a palavra, a especialista: “Tenho percebido que é muito importante ter boa comunicação. Geralmente, o programador trabalha em equipe e as empresas têm trabalhado com squads (metodologia ágil), em que ele faz parte de um projeto. Cada vez mais o trabalho em equipe é importante”, diz Valéria Resende, psicóloga e recruiter, de São Paulo. “Identificar a causa raiz de um problema é outra boa habilidade, que toda profissão pede e no TI é corriqueiro.”

“O conhecimento técnico é muito importante. Fazer freelancers, trabalhos voluntários, e mostrar que ela tem vontade de aprender e se desenvolver, que vai atrás de cursos e não fica presa apenas aquilo que é ensinado na faculdade”, diz Valéria.
Dicas de quem migrou
“Comecei a listar minhas habilidades, como a facilidade de estudar, saber falar sobre produto e experiência do usuário, e também a sorte que eu tenho em negociações, considerando as experiências profissionais que já tive”, conta Tatiana Barros, designer, tech community manager da ZUP Innovation.

“Planejamento de vida e carreira estão ligadas, é impossível separar”, afirma Tatiana Barros. Ela já atuou em diversas áreas, mas foi como diretora de arte trabalhando com marcas, no início da era das redes sociais, é que teve contato real com tecnologia e o mundo digital. “Teve início em São Paulo, o evento Social Media Weekend, de tecnologia e criatividade. Eu juntava dinheiro para ir de Salvador a São Paulo e tive a chance de conhecer várias empresas e planejar a mudança de carreira para um outro universo. Comecei a planejar carreira baseada nos níveis de habilidades que eu precisava desenvolver.”
"(...) as empresas valorizam quem de fato tem uma identificação com a cultura, com o time, com os projetos. Se o profissional demonstra interesse, além da oferta salarial.”
Escreva quais são as rotinas de trabalho que você gosta e se sente motivado a de fato engajar.

Quais são suas habilidades comportamentais e até técnicas que tem a ver com TI? Depois, construa uma lista das hard skills que precisará desenvolver para a migração de área.

E, outra dica valiosa da recruiter: “É importante ela conhecer bem os projetos e empresas que ela quer trabalhar. Como o mercado está aquecido, os candidatos recebem mensagens o tempo inteiro de recrutadores. Então, as empresas valorizam quem de fato tem uma identificação com a cultura, com o time, com os projetos. Se o profissional demonstra interesse, além da oferta salarial.”
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