Tecnologia da Informação: perguntas e respostas

A área de tecnologia é grande e quem quer começar nela pode ficar perdido. Neste artigo, vamos tirar dúvidas sobre esse setor que está aquecido e cresce cada vez mais
A área da Tecnologia da Informação (TI) chama a atenção de muita gente – seja por estar aquecida, ser desafiante ou oferecer salários altos. Apesar de ser cada vez mais popular, ainda há dúvidas em relação a ela.
Por isso, vamos responder algumas perguntas sobre a área, tendo como base as respostas que o product owner da EBAC, Pedro Brocaldi, deu na live Tecnologia da Informação: o que é, pra quem e como começar. Confira!
Quais são as áreas de atuação em TI?
O universo de TI é extenso. Há várias áreas nas quais é possível trabalhar. Entre elas, destacam-se três:
- Área de desenvolvimento
Uma das áreas mais procuradas em TI é a de desenvolvimento. Aqui, os profissionais lidam diretamente com código de programação em seu dia a dia. Dentro dela, Pedro conta que podemos focar em duas áreas principais: front-end e back-end.
“Um desenvolvedor pode fazer a parte visual ou a parte lógica de um site. Quem desenvolve a parte visual é aquele que a gente chama de desenvolvedor front-end. Já quem faz a parte lógica e faz tudo funcionar é o desenvolvedor back-end. Fazendo uma analogia com um restaurante, o front-end é aquele profissional que atende o seu pedido. Já o back-end é aquele responsável por fazer a sua comida”, explica Pedro.
Apesar de existir essa divisão, Pedro ainda conta que é cada vez mais comum o profissional que tem domínio tanto do front quanto do back-end, que é chamado de desenvolvedor full stack.
- Área de dados
Os profissionais que trabalham na área de dados estão sendo cada vez mais requisitados no mercado de trabalho. Isso porque, a partir dos dados, é possível gerar insights de negócios, o que pode levar uma empresa a tomar importantes decisões que impactam seu dia a dia.
Aqui, temos várias profissões. Entre elas, a de analista de dados e a de cientista de dados. O cientista de dados é aquele que, baseado em padrões passados, consegue prever padrões futuros, muitas vezes utilizando machine learning. Já um analista é aquele que interpreta os dados coletados para ter os insights.
- Área de qualidade
A terceira área em TI que se destaca é a de qualidade. O profissional que escolhe ir para esse setor fica responsável por garantir que um aplicativo, por exemplo, vai funcionar sem erros.
“A gente morre de raiva quando abre o aplicativo do Nubank e ele cai ou quando vai pedir um Uber e o aplicativo está fora do ar. Tudo isso é erro lógico, de sistema. E o profissional que trabalha com qualidade identifica os erros e garante que tudo vai estar rodando sem bugs”, conta Pedro.
Pedro ainda reforça que quem trabalha com qualidade colabora diretamente com quem é da área de desenvolvimento, já que eles apontam os erros a serem consertados pelos desenvolvedores.
“Se você quer trabalhar com tecnologia, mas não quer ficar o dia inteiro programando porque não tem afinidade com essa parte, não tem problema. Você pode atuar na área de qualidade”, reforça Pedro.
É importante lembrar que, apesar de diferentes, todas essas áreas citadas se complementam. Uma se fortalece com a existência da outra. Portanto, quem quer entrar em TI precisa analisar com o que quer trabalhar. Quando a escolha for feita, há muito espaço para se atuar.
É preciso ter graduação, currículo e/ou portfólio para conseguir atuar na área?
Esta é uma dúvida muito comum entre as pessoas que têm vontade de entrar para a área. Sobre ela, Pedro diz: “a gente está num momento de mudança. Há grandes empresas como o Google que, muitas vezes, pedem graduação, e outras big techs que não pedem. Mas, no final, o que vale mesmo são os projetos que você desenvolve”.
Por isso, segundo Pedro, um conselho importante para quem quer entrar na área de TI é ter um portfólio estruturado. Para isso, é possível aproveitar as atividades feitas na faculdade ou em cursos livres, por exemplo, e colocá-las no GitHub.
“Para quem não conhece, o GitHub funciona como um Google Drive. Você pode armazenar todos os seus projetos e informações em seu perfil por lá. É mais válido ter um GitHub bem estruturado com exemplos de projetos que estejam funcionando do que, necessariamente, um currículo. O currículo é importante e você não perde nada fazendo o seu, mas, para a área de tecnologia, o seu projeto vale muito mais”, esclarece Pedro.
Como se manter atualizado?
É verdade que há novas tecnologias sendo desenvolvidas a todo momento na área. A partir disso, como se manter atualizado? Pedro explica: o conhecimento e o domínio das novas tecnologias vêm muito da necessidade que surge ao longo de projetos – sejam eles profissionais ou pessoais.
“Se no sistema Android usa-se uma tecnologia e no iOS é outra, na hora de desenvolver um aplicativo, em qual dos dois devo focar? Em uma pesquisa para achar a resposta, é possível encontrar o Flutter, por exemplo, onde eu posso desenvolver um código que dá para ser usado nos dois sistemas”, explica Pedro. Nesse exemplo, a descoberta do Flutter seria uma das soluções para o problema e, ao mesmo tempo, um novo aprendizado a ser adquirido.
Pedro ainda ressalta que é válido desenvolver projetos pessoais para colocar os conhecimentos em prática e, assim, dominar cada vez mais os assuntos. “Pega um projeto que você tem e tenta desenvolver. Essa é uma forma de se especializar também. E a partir do momento que você faz um projeto, os outros ficam mais fáceis”
Além disso, é possível que novidades da área virem trend, como é o caso do ChatGPT. Nesses momentos, um conselho é ir atrás para saber do que se trata e ver se elas se encaixam em seu projeto.
Como as empresas avaliam as habilidades dos candidatos em um processo seletivo?
Na área de tecnologia, hoje, é comum que as empresas peçam, em processos seletivos, um teste técnico ou o portfólio do candidato.
No teste técnico, o candidato precisa resolver uma questão que é proposta pela empresa que está fazendo o recrutamento. Nele, há um prazo – que pode ser de horas ou dias – para ele solucionar um problema.
Já outra forma de avaliar as habilidades é através do portfólio. Inclusive, com o portfólio é possível pular várias etapas de um processo seletivo, caso o recrutador encontre, por exemplo, projetos publicados no LinkedIn. Isso porque, ali, ele já pode ver quais tecnologias e ferramentas foram usadas para fazer o projeto funcionar. Por conta disso, é recomendado que os profissionais estruturem o portfólio e publiquem os seus projetos, seja no LinkedIn ou no GitHub.
“O LinkedIn é muito usado na área de tecnologia e o GitHub funciona como uma rede social de programação. Então você pode colocar seus projetos lá, dar seus pitacos, como se faz no Facebook. Conforme você vai fazendo isso, o algoritmo vai impulsionando o seu perfil, então fica muito mais fácil ser notado. A dica que eu dou é: esteja preparado com o seu portfólio!”
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