Design

Da dança ao design gráfico

Conheça a história de Júlia Maldonado, aluna da EBAC, que é uma profissional da dança, mas que hoje está se encontrando no design gráfico

18 de abril, 2022

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Da dança ao design gráfico

Conheça a história de Júlia Maldonado, aluna da EBAC, que é uma profissional da dança, mas que hoje está se encontrando no design gráfico

18 de abril, 2022

Já imaginou mudar de país e ter que construir uma carreira profissional do zero? Foi isso o que aconteceu com a Júlia Maldonado, de 33 anos. Natural de São Paulo, há cinco anos ela mora com o marido e a filha em Hamburgo, na Alemanha.

Júlia tem bacharelado e licenciatura em dança pela Universidade Estadual do Paraná. Ela estudou balé clássico a vida inteira e esteve sempre presente em ambiente escolar para dar aulas.

Ao se mudar para Hamburgo, ela estava grávida e decidiu tirar uma longa licença maternidade para curtir os primeiros anos da filha. Conforme a filha foi crescendo, ela começou a se perguntar como voltaria para o mercado de trabalho, ainda mais num novo país.

Júlia chegou a trabalhar em escolas na Alemanha assim como fazia no Brasil, mas percebeu que não via mais sentido em continuar nessa área. Ela sentiu necessidade em buscar algo diferente. Foi aí que começou a busca por novas profissões até que ela decidiu pelo design gráfico.

Hoje, Júlia é aluna do curso Profissão: Designer Gráfico da EBAC e nós conversamos com ela para saber um pouco mais sobre essa mudança de carreira.

De testes vocacionais até a definição da nova carreira profissional como designer gráfico

“Com a pandemia, a gente teve que ficar um pouco mais recluso e passar mais tempo com a gente mesmo. Então, eu procurei ajuda de uma profissional aqui na Alemanha. Ela é brasileira e trabalha com Recursos Humanos (RH) para ajudar a pessoa a se recolocar no mercado de trabalho.

Nós passamos por um grande processo. Eu fiz teste vocacional e uma série de testes para ela me ajudar nessa busca. Dentro de todos os testes que nós fizemos, foram aparecendo algumas coisas que me levaram até o design.

Júlia Maldonado

Eu acho que o design é muito amplo e demorou um tempo até eu decidir que gostaria de ir para o design gráfico, porque tem também design de interiores, fashion design, UX/UI design… quer dizer, é algo muito amplo. Então, a partir do momento que iniciei os testes, foram aparecendo habilidades para essa área de criação gráfica. Aí, eu comecei a pesquisar como eu poderia trabalhar com design gráfico aqui na Alemanha.”

O primeiro curso on-line de design gráfico na Alemanha foi decepcionante

“Eu cheguei a fazer um curso on-line que ia durar mais ou menos dois anos aqui na Alemanha. Só que eu não consegui me adaptar ao formato do curso. Aqui é muito do it yourself (faça você mesmo). Eles te dão um vídeo de dois minutos, você recebe em casa um livro bem grosso, e eles falam ‘estudem e marquem uma prova’.

Assim é muito complicado porque você tem que aprender uma profissão nova do zero, mas quase não tem ninguém para te assessorar. Eu estava achando muito complicado e, além do mais, era numa língua em que eu não tenho fluência.

Além de que o curso tinha um perfil muito mais voltado para a teoria e não para a parte prática. Eu sentia muita falta e pensava ‘eu quero trabalhar com design gráfico e eu ainda nem entrei num software’, algo que é uma ferramenta básica, né? Então, eu estava sentindo muita falta de colocar a mão na massa, de produzir conteúdo.”

Ir além da teoria é o diferencial do curso da EBAC. A parte prática é fundamental para a formação de um designer gráfico

“No final do ano passado, eu vi alguém na rede social que havia publicado algo sobre a EBAC. Eu vi, fui pesquisar na internet e aí eu descobri os cursos que vocês ofereciam.

Quando fui ver o curso de design gráfico, vi que era muito mais voltado para a área prática, para você aprender mesmo a mexer em todos os tipos de softwares e tudo mais. Então me interessou muito mais do que eu ficar sentada lendo um livro sozinha e não ter com quem compartilhar, com quem trocar uma ideia. Além de ser em português; eu poderia fazer um curso em uma língua que para mim é tranquila.

Então, eu me inscrevi no curso no final do ano passado e comecei a fazer este ano.”

O curso da EBAC tem a metodologia e as ferramentas necessárias para entrar no mercado de trabalho

“Eu estou gostando muito do curso. Eu acho que com ele vou conseguir ter as ferramentas de que preciso para conseguir ingressar no mercado para trabalhar como designer gráfico, sabe? Por causa da maneira como os módulos são montados, tem um professor que explana melhor sobre os assuntos e tem a possibilidade de fazer os exercícios e voltar a assistir a aula mais uma vez.

Essa flexibilidade que tenho de poder sentar, estudar e me dedicar foi muito importante na hora de escolher fazer o curso da EBAC. Também os professores: alguns eu já conhecia de nome, principalmente o Alex Affonso. Eu sempre gostei muito do trabalho dele. Quando vi que era ele que estava dando vários módulos, eu fiquei bem interessada. Agora eu estou no processo, estudando e tentando me encontrar no meio.”

Nenhum outro curso havia ensinado a mexer nos softwares de design gráfico

“Quando eu paro para pensar, sempre tive um pezinho nessa área, porque, na faculdade, o meu trabalho de conclusão de curso foi sobre fotografia com dança. Mas eu nunca tive a oportunidade de fazer como estou fazendo agora, de sentar, estudar e me aprofundar mesmo no assunto.

No ano passado, cheguei a fazer alguns cursos mais curtos para ter uma ideia de quais seriam as possibilidades, mas tudo o que eu produzi no software foi quase que sorte. Eu ia fuçando, vendo, mas fazer o que estou fazendo agora de estudar como que faz cada coisa, o porquê, é a primeira vez. Nunca tinha tido contato.”

O mercado ganhará uma nova designer que poderá trabalhar remotamente

“Uma coisa que me chamou muito atenção na possibilidade de trabalhar com design gráfico foi a oportunidade de, hoje, você trabalhar remotamente, e acho que a pandemia acelerou esse processo. Então, eu não teria necessidade de ter um emprego aqui na Alemanha, eu poderia ter um trabalho em qualquer outro lugar do mundo.

Eu e meu marido também não temos a intenção de ficar aqui para sempre.

A gente tem vontade de morar em outros países ou até nem ter endereço por um tempo. Ter essa flexibilidade de poder trabalhar de qualquer lugar do mundo também foi um dos motivos que me fez procurar e optar por trabalhar como designer gráfico.

Aqui na Europa, já tem um tempo que as coisas estão caminhando para isso. O meu marido, por exemplo, trabalha na área de desenvolvimento de software. Para ele, já foi descartada a volta para o escritório, é todo mundo trabalhando de casa. E eu também tenho que ver a minha realidade. A gente mora fora do país, não tem família, somos só eu, meu marido e minha filha. Então, eu poder ter essa facilidade para poder trabalhar, estudar e ficar com a minha filha também são coisas para colocar na lista de prós.”

O curso de design gráfico é o primeiro passo para entrar no mundo do marketing e do branding

“Eu tenho me interessado bastante e tentado me aprofundar um pouco mais na área de marketing. Penso em, talvez, depois de terminar esse curso, fazer algo na área porque pode ser algo que complemente a área de design.

Eu também namoro a área de branding. Eu gosto bastante dessa possibilidade de criar algo do zero, criar uma identidade para uma marca, para uma pessoa ou para uma empresa. Eu gosto muito dessa parte porque eu acho que envolve muito a criação, você trabalha muito com criatividade.

E querendo ou não, eu sempre estive envolvida com criação, né? Quando você trabalha com dança ou quando você dança, é o tempo inteiro criando ou tentando criar algo novo. Então, eu gostaria de ir para uma área em que eu pudesse, o tempo inteiro, estar tentando desenvolver, aprimorar e explorar a criatividade de alguma forma.

Nos meus últimos anos trabalhando no Brasil, além de dar aula, eu me dedicava muito à criação de espetáculos de dança. Então, eu fazia espetáculos do zero, de sentar na frente do computador e falar ‘como vai ser esse show?’. Eu fazia toda a parte de roteiro, figurino, cenário, músicas… Eu desenvolvia todo esse projeto até chegar no final e colocar tudo em cena, que era o nosso objetivo final.

Então, hoje, quando eu me vejo trabalhando como designer gráfico, eu não me vejo muito afastada do que eu fazia antes. Eu só mudei de nicho. Eu quero continuar participando de todo esse processo de criação, só que em vez de coreografia ou um show, eu quero fazer algo que seja gráfico, impresso ou digital.

Eu acho que fazer o curso de design gráfico vai me dar a base para que eu possa explorar outros campos e fazer outros tipos de cursos, outras conexões. Esse curso é só o meu primeiro passo.”