Design

“Nunca me imaginei no design gráfico. Hoje, eu estou realizada”

Conheça a história da ex-decoradora de festa Elisângela Lima que, aos 40 anos, está em transição de carreira

7 de junho, 2022

Elisângela Lima, de 40 anos, moradora de Santana de Parnaíba (SP), passou mais de 10 anos trabalhando com decoração de festa. Durante a pandemia, ela se viu perdida pela falta de trabalho. Foi quando decidiu mudar de carreira. Desde novembro de 2021, é aluna do curso de Design Gráfico da EBAC.

Feliz com o seu desenvolvimento, Elisângela, que começou o curso sem ter um notebook, já fez o seu primeiro trabalho como designer e deseja ser uma profissional de sucesso.

Elisângela Lima, aluna do curso de Design Gráfico

Conversamos com Elisângela para saber mais sobre a sua transição de carreira.

A pandemia obrigou Elisângela a deixar a área de decoração

"Eu me casei muito nova, aos 19 anos. Com uns 5 ou 6 anos de casada, eu me interessei por decoração de festa. Desde então, eu investi nessa área. Eu fazia bastante decoração de festa infantil e já tive o meu próprio buffet.

Eu tenho artrite reumatoide, uma doença crônica. Com a pandemia, eu não podia ter muito contato com outras pessoas. Por isso, resolvi adaptar o negócio de decorações de festa para que as pessoas pudessem fazer a locação dos objetos e elas próprias montavam o evento.

Só que a pandemia avançou bastante e as locações não estavam tendo procura. Eu me vi perdida. Eu não conseguiria ficar dentro de casa sem fazer nada. Eu precisava dar um rumo na minha vida.

Foi quando eu resolvi mudar radicalmente. Com muita dor no coração, eu vendi tudo que tinha de decoração e falei ‘agora vou mudar de área.’”

Gostar de criação e prioridade por home office fizeram Elisângela escolher o curso de design gráfico

“Eu gosto muito dessa parte de criação, me interesso pela área de artes, gosto de cores e paletas de combinação. Eu olho para um local e penso ‘eu posso transformar esse lugar!’

Por causa da artrite, eu não consigo ficar muito tempo em pé nem sentada. Por isso, eu queria uma área em que eu pudesse trabalhar totalmente em home office. Por essas características, eu pensei que o design gráfico seria uma boa área para entrar.

Quando eu estava nesse processo de decisão, perguntei também à minha irmã, que é designer gráfico e atua na área há anos, se essa seria uma boa ideia. Eu sempre achei muito bacana o trabalho dela, e ela me apoiou! Foi quando eu decidi fazer o curso.”

Conteúdo completo foi decisivo para escolher o curso da EBAC

“Eu comecei a pesquisar no Google por escolas e cursos de design gráfico que realmente iam trazer o que eu estava buscando. No segundo dia de pesquisa, eu encontrei a EBAC.

Eu mostrei a página do curso para a minha irmã e nós a olhamos diversas vezes. Vimos todo o conteúdo do curso e que ele poderia ser finalizado em cinco meses. Entrei em contato com a escola para ter mais informações. No final, a minha irmã disse que o curso era realmente muito bom e completo.

No outro dia, a EBAC ainda me ligou para perguntar se eu queria fazer o curso e eu disse que estava decidida a fazer.”

A falta de computador não impediu Elisângela de começar o curso

“O engraçado é que eu não tinha computador. Eu não sabia como iria fazer, mas eu estava disposta a começar. Entrei em contato com a EBAC para perguntar em qual módulo exatamente eu teria que ter um computador para poder acessar os programas Photoshop e Illustrator, e me explicaram que era por volta do terceiro módulo.

Com essa informação, eu falei “então, eu vou iniciar o curso e tento comprar um computador para mim, enquanto isso”. No começo, eu assistia as aulas pelo celular.

Quando eu estava fazendo o curso há um mês, eu consegui comprar um notebook. Assinei e instalei os programas da Adobe e decidi entrar de cabeça!”

Mexer nos softwares é uma novidade que Elisângela domina cada vez mais

“Eu comecei a fazer o curso em novembro do ano passado.De lá para cá é um mundo novo. Eu nunca tinha tido noção do que era Photoshop, Illustrator, nada disso!

Eu via a minha irmã usando os programas e falava “será que um dia eu vou conseguir mexer nisso daí?” Até mesmo vendo as aulas eu me perguntava isso. Mas eu falei para mim mesma que não iria desistir, eu iria até o fim.

Eu assisto todas as aulas e, se eu tenho dúvida, eu pergunto até ter certeza do que eu estou fazendo. E eu estou muito feliz porque eu estou conseguindo fazer, eu estou me saindo muito bem!”

O primeiro cliente veio depois de verem um dos projetos de estudo

“No início do curso, eu fiquei receosa. Eu pensava ‘será que eu realmente vou conseguir clientes? Como que vai ser? Eu vou conseguir mostrar o meu trabalho?’ Mas esse receio não me parou.

Eu criei o meu perfil no Behance. O que eu faço e acho bacana, eu coloco lá. Entre as artes que estavam no meu perfil, tinha um mockup (representação de um projeto de design) de uma hamburgueria que eu havia feito.

Mockup da hamburgueria feito por Elisângela

Calhou de uma amiga minha ver e gostar. Ela me disse que o irmão dela estava montando uma hamburgueria, e eu pensei “que coincidência!". Ela me perguntou se eu poderia mostrar o meu trabalho para ele, e eu disse que sim. Enviei esse mockup que eu havia feito e ele se apaixonou. Por coincidência, as cores e os detalhes eram os mesmos usados na hamburgueria dele.

Em um domingo de manhã, a minha amiga me ligou e disse que o irmão dela queria fazer o material da hamburgueria comigo e me perguntou se eu topava fazer. Eu fiquei muito nervosa e eu não acreditei na hora, mas aceitei! A minha irmã me acalmou e disse que tudo daria certo. Na segunda-feira, às 7h, eu já estava trabalhando nisso.

O prazo que ele tinha me dado era de cinco dias. É um prazo curto, ainda mais para quem está começando. Na segunda-feira à noite, ele me mandou mensagem dizendo que queria fazer uma pré-inauguração na quarta-feira. O prazo que já era apertado, ficou mais ainda!

Mas eu fiz o material. Fiz o cardápio com 20 páginas - todas elas com imagens, detalhes, conteúdos, redes sociais, logotipo da empresa -, o cardápio digital e o QR code para colocar nas mesas.

Quando eu mandei para eles, minha amiga falou “você está de parabéns!”. Foi muito gratificante ouvir isso. Eu consegui surpreender mesmo tendo um prazo curto. Eu fiquei muito feliz!

Na inauguração oficial da hamburgueria, minha irmã e minha mãe foram comigo pessoalmente ao local e prestigiaram o meu trabalho.”

Mudar para área de design gráfico foi uma surpresa e hoje a deixa feliz

“Jamais esperei mudar de área. Nunca na minha vida eu me imaginei no design gráfico, mesmo tendo a minha irmã como referência.

Essa decisão de me tornar uma designer foi surpreendente até para mim. Eu achei que seria para sempre uma decoradora. Mas eu mergulhei de cabeça e eu gosto muito do que eu faço. É um mundo que eu não tinha noção de como era. Quando você começa a entender esse universo, você vê que ele é muito amplo e bem interessante. Eu estou muito realizada e feliz!”

Para o futuro, Elisângela espera ser uma designer de sucesso

“Daqui para frente, eu espero me tornar uma excelente designer. Quero andar na rua, olhar o meu trabalho e falar “aquilo ali fui eu que fiz!” Acho que ter o seu trabalho exposto para todo mundo ver é uma realização para qualquer profissional. Eu quero olhar para o meu trabalho e poder dizer “nossa, eu realmente me tornei uma designer de sucesso!”