EBAC Talks discute inspiração, inovação e criatividade

Última atualização
21 jun 2024
Tempo de leitura
11 min
EBAC Talks discute inspiração

São Paulo e Brasília foram as cidades que receberam as primeiras edições do EBAC Talks de 2024

As cidades de São Paulo e Brasília receberam as primeiras edições do EBAC Talks de 2024. Nos dois eventos, o público pôde conferir, tanto presencial quanto remotamente, bate-papos sobre inspiração, inovação e criatividade.

Com convidados renomados, o EBAC Talks cumpriu, mais uma vez, o seu intuito de ser um evento descontraído e, ao mesmo tempo, um ambiente para compartilhar conhecimento e trocar experiências. Confira como foram as edições do EBAC Talks São Paulo e Brasília.

EBAC Talks São Paulo

A primeira edição do EBAC Talks de 2024 foi em um lugar histórico na cidade de São Paulo: o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, o MASP. Lá, o tema do debate foi “O caminho da inspiração até a inovação”.

Para falar sobre o assunto, o EBAC Talks recebeu: a branding e design manager no Itaú, Julia Resende; a estilista e fundadora da marca Isaac Silva, Isa Isaac; a founder & COO do restaurante Olga Ri, Cris Sindicic; e a diretora de Key Accounts na V4X, Thaís Brunelli. O evento contou com a mediação da jornalista e apresentadora na EBAC, Nayara de Deus.

EBAC Talks no MASP

EBAC Talks no MASP. Imagem: EBAC

No bate-papo, as quatro profissionais puderam falar suas percepções sobre liderança feminina em cada uma de suas áreas de atuação. Isa Isaac, por exemplo, ao ser perguntada sobre o que é ser uma capitã trans de uma marca que empodera as pessoas e as culturas negra e indígena por meio do vestuário, respondeu:

“É ter muita dedicação, muita força e muito amor. Eu acho que quando a gente coloca amor na nossa vida, a vida se torna um pouco mais leve. Eu simbolizo as pessoas trans que, infelizmente, no nosso país, vivem só até os 33 anos de idade. É uma atrocidade enorme o Brasil ser o país que mais mata pessoas como eu. E eu ser a primeira estilista trans a entrar na São Paulo Fashion Week ou ser a única pessoa em determinados espaços, ainda traz um sentimento de ‘poxa, tem mais gente atrás querendo vir também!’ Mas como veio essa mensagem para mim de ‘você é que vai estar na frente, você que vai estar lá para falar’, então eu sempre olho com bons olhos”, contou.

Estilista e fundadora da marca Isaac Silva, Isa Isaac

Estilista e fundadora da marca Isaac Silva, Isa Isaac. Imagem: EBAC

Cris Sindici, por sua vez, que lidera uma empresa que atua no setor de restaurantes, compartilhou um pouco dos seus sentimentos por estar à frente de uma equipe..

“Eu tenho um sentimento muito ambivalente de estar no lugar de liderança, de ter fundado uma empresa, onde eu sinto muita liberdade e, ao mesmo tempo, um certo aprisionamento. (…) Todos nós que estamos nesse lugar de fundadores, de responsáveis por algo um pouco maior, a gente acaba sendo capitã do destino de pessoas, quase. São pessoas que estão apostando no seu projeto tanto quanto ou mais do que você. Então, acho que vem muito na minha cabeça essa história do aprisionamento. Mas a história da liberdade é tão forte quanto. Porque eu nunca senti tanto orgulho e tanta alegria em empreender, nestes últimos 8 anos de trajetória, só a gente sabe o quão difícil é essa jornada. Então, quando você me faz essa pergunta, é isso que eu sinto, é ambivalente mesmo. É um sentimento muito bom e, ao mesmo tempo, muito desafiador.”, pontuou.

Founder & COO do restaurante Olga Ri, Cris Sindicic

Founder & COO do restaurante Olga Ri, Cris Sindicic. Imagem: EBAC

Para falar de inovação, cada uma das profissionais trouxe suas percepções sobre as respectivas áreas de atuação. Julia Resende, por exemplo, explicou como o Itaú está testando as novas ferramentas que estão surgindo.

“A gente está ensinando para o ChatGPT o nosso guia de marca e subindo, por exemplo, novas peças gráficas, como e-mail marketing ou alguma campanha, para o ChatGPT responder se o briefing veio certo, se está dentro da nova linguagem da marca, o que está faltando… Isso ainda está em caráter muito experimental, e já era algo que a gente vinha falando e tentando criar ferramentas proprietárias para fazer isso desde que eu entrei lá, em 2020, mas com a aceleração e a popularização da IA, facilitou a nossa vida”, contou.

Para Julia, é fundamental experimentar novas ferramentas que estão surgindo e se familiarizar com elas, principalmente quem trabalha nas áreas criativas, como design e redação, porque é importante ver como elas funcionam, testar e tirar conclusões. Afinal, este é o novo momento que está sendo vivido no mercado de trabalho.

Branding e design manager no Itaú, Julia Resende

Branding e design manager no Itaú, Julia Resende. Imagem: EBAC

Ainda sobre inovação, Thaís também compartilhou as expectativas da área de customer experience com a chegada da Realidade Aumentada (RA) e da Inteligência Artificial (IA).

“Eu vejo que tanto a RA quanto a IA vêm para dar mais ainda personalização para a jornada do cliente. No pós-pandemia, o perfil do consumidor mudou muito. Até o próprio Google fez algumas pesquisas sobre o perfil do consumidor e trouxe muito dessa facilidade de querer comprar, então, até mesmo quem não consumia através da internet, aprendeu a consumir, gostou e cada vez mais vai querer ter essa possibilidade de consumir através de casa. Então, com a RA vai ser possível você sentir e olhar o produto sem tê-lo fisicamente. E a IA vem para personalizar, como a gente já vê em muitos sites e nas plataformas de streaming, por exemplo. Os algoritmos sabem exatamente o que você quer assistir. Então, a IA e RA vêm cada vez mais para personalizar aquilo que o usuário quer consumir”, conta.

Diretora de Key Accounts na V4X, Thaís Brunelli

Diretora de Key Accounts na V4X, Thaís Brunelli. Imagem: EBAC

O bate-papo do EBAC Talks São Paulo também contemplou temas como: por que trabalhar no design centrado no usuário é capaz de trazer maiores inovações? Qual a relação entre moda e ativismo? Como as marcas estão inovando para se destacarem em espaços cada vez mais saturados? O que não pode faltar em um rebranding? Quais inovações no setor mais chamam atenção na indústria da moda? Se você ficou com vontade de conferir esse bate-papo completo, não deixe de assistir ao EBAC Talks na íntegra.

Imagem: EBAC

Imagem: EBAC

EBAC Talks Brasília

Pela primeira vez, o EBAC Talks saiu de São Paulo e desembarcou em outra cidade. Com o tema “Rumo ao futuro: ideias inovadoras”, a edição do EBAC Talks Brasília foi realizada na Casa Thomas Jefferson e recebeu como convidados: o fundador da Hoy, ahoy! e diretor criativo, Luiz Corrêa; a superintendente de gente e gestão na G4F, Andrielle Queiroz; e o diretor criativo na Verdurão, Wesley Santos. A mediação ficou por conta da produtora de conteúdo e eventos offline na EBAC, Sofia Machado.

Para dar início ao bate-papo, Luiz Corrêa compartilhou com o público qual foi o papel da criatividade no processo de inovação da sua loja, já que ele tem uma empresa no setor de vestuário e, há alguns tempo, abriu uma cafeteria com a mesma identidade.

“De 2019 para cá, eu comecei a montar um personagem para a marca que era um mix de todos os nossos clientes. Ele era a nossa persona, mas também nosso personagem (…), o Peter, a caveirinha da Hoy, ahoy! Ele é o personagem da marca (…) e trabalha numa cafeteria, que é uma coisa que todo jovem adulto gosta de fazer: ser metido a gostar de café”, explicou.

Após a criação da história do Peter, Luiz contou que um grande amigo dele, que tinha uma cafeteria em Brasília que fechou na pandemia, estava com vontade de voltar a trabalhar com café e, mais especificamente, com a cafeteria da Hoy, ahoy! Como Luiz já havia criado todo o universo em torno da persona da loja, a ideia seria tirar do imaginário o universo do personagem e colocar no mundo real.

“As pessoas vão à cafeteria ter uma experiência (…) e, por acaso, existe uma loja de roupa ali do lado que é muito legal. Então, dentro da cafeteria não precisa ter uma camiseta pendurada porque eu tenho uma loja que está estruturada há 10 anos ao lado. Então, a cafeteria foi um modo de me inovar e me tornar relevante no cenário de vestuário em Brasília”, explicou.

Fundador e diretor criativo da Hoy, ahoy!, Luiz Corrêa

Fundador e diretor criativo da Hoy, ahoy!, Luiz Corrêa. Imagem: EBAC

Para Wesley Santos, para se ter um ambiente que estimule criatividade dentro das empresas é preciso ter espaço para errar.

“Para você ter um ambiente criativo, você tem que, sobretudo, poder errar. Essa é a velha máxima, porque criatividade é erro, e você não pode ter vergonha de errar nem de falar uma grande loucura ou baboseira e ser julgado por isso, porque é daí que saem as grandes ideias. E acho que essa é a diferença que, de fato, pode fazer, seja para uma marca de roupas ou para qualquer tipo de negócio”, explicou.

Wesley ainda lembrou da importância de não confundir criatividade e inovação. “Eu acho que é importante deixar claro que a inovação é sempre ruptura. Inovação é difícil, dolorido, horrível, que sempre alguém vai te dar uma pedrada por conta dela porque ela demanda você criar algo que não existe, e o cérebro da gente trabalha com comparação o tempo inteiro. Quando aparece uma coisa que não é parecida com nada, a primeira coisa é falar ‘isso não vai dar certo, isso não presta’. É normal que isso aconteça. Então, a necessidade de poder errar, de poder falar besteira ou uma grande loucura é fundamental não só para a criatividade acontecer, mas também para o processo de inovação”, explicou.

Diretor criativo na Verdurão, Wesley Santos

Diretor criativo na Verdurão, Wesley Santos. Imagem: EBAC

Andrielle, por sua vez, compartilhou sua visão sobre como pode funcionar a integração da criatividade nas práticas de gestão e tomada de decisão dentro de uma empresa.

“Eu acho que quando a gente fala de inovação dentro das empresas, gestão de negócios e tomada de decisão, a gente tem que trabalhar com a camada da liderança e conscientizá-la sobre os ganhos que se tem ao estimular a cultura da inovação dentro da empresa, principalmente hoje em dia. Antes, os processos organizacionais, a estrutura empresarial e corporativa era estável. As coisas não mudavam na velocidade que mudam hoje”, disse.

De acordo com Andrielle, é importante também que as pessoas que compõem o time da empresa sejam críticas naquilo que fazem e não deixar só para o líder a responsabilidade de inovar ou ser criativo. Mas, para isso ser possível, o ambiente organizacional deve ser propício.

“As pessoas não podem sentir medo de fazer isso. E o medo pode vir porque o líder não escuta, porque a empresa não ouve o que ela fala, porque quando ela tenta fazer alguma coisa nova e aquilo não sai da forma que deveria sair ou não tem resultados, ela é punida… então, as empresas têm que começar a cultivar e fomentar essa cultura da inovação e criatividade”, concluiu.

Superintendente de gente e gestão na G4F, Andrielle Queiroz. Imagem: EBAC

Superintendente de gente e gestão na G4F, Andrielle Queiroz. Imagem: EBAC

No bate-papo, os palestrantes ainda responderam perguntas sobre como medir o sucesso das iniciativas inovadoras dentro das empresas; de que forma parcerias e colaborações podem ser aproveitadas para expandir negócios; como saber se uma ideia é realmente boa, inovadora e criativa; como equilibrar o custo-benefício da inovação e criatividade no dia a dia; e se a inovação é importante mesmo quando a empresa já está dando muito certo. Se você ficou curioso para conferir o EBAC Talks Brasília na íntegra, clique aqui!

Imagem: EBAC

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Bruna Montenegro

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