Marketing

O próximo Silicon Valley é aqui!

[complete este espaço com o local do Brasil que você desejar!]
A mobilidade digital pode transformar qualquer espaço em um hub de tecnologia e inovação
O Vale do Silício estabeleceu um exemplo global por abrigar algumas das maiores corporações de tecnologia do mundo e milhares de startups. Tem a maior concentração de trabalhadores de alta tecnologia de qualquer área metropolitana e é amplamente reconhecida como o ecossistema empresarial líder nos Estados Unidos.

Em 2008, a professora de história da Universidade de Washington, Margaret O'Mara. começou a documentar a obsessão pelo título de “the next Silicon Valley”, que muitas cidades, regiões e até países se auto proclamaram, fosse em comunicados à imprensa ou em redes sociais. O rótulo se tornou onipresente e um recurso de branded que diz “Olha, nós MUITO inovadores”. Não, não é exagero: anos atrás, um ex-CEO da Apple e um dos primeiros executivos do Paypal apelidaram Atlanta de “O” Vale do Silício “para a ciência de ponta do século 21” depois de realocarem sua empresa, a Galectin Therapeutics para a cidade. Ou quando o CEO da empresa de publicidade JCDecaux qualificou Chicago como “o Vale do Silício da mídia digital externa” – após assinar um acordo envolvendo 34 outdoors, praticamente uma #publi.
É compreensível o afã, afinal qual cidade, no contexto econômico liberal, não quer abrigar startups que valem bilhões, ter empresários e gênios da tecnologia da informação morando por perto (que em consequência acaba aumentando o valor de mercado imobiliário e custo de vida)?

O'Mara, como outros historiadores, traça o nascimento do Vale na década de 1950 com o boom da indústria de semicondutores. A longa história da área de atração de tecnólogos criou um ciclo de feedback de inovação, com uma geração de empreendedores oferecendo orientação e financiamento para os que vierem em seguida. Junte isso aos incentivos do governo estadual, como a não concorrência, e você terá uma região única que levaria quase um século para ser reconstruída do zero.
Um ecossistema replicável

A verdade, como explica Bruno Oliveira, CMO da Ads Play Mídia Programática e professor do curso de Marketing para E-commerce aqui na EBAC, é que o Vale do Silício não é apenas um lugar. É um conceito. Isso porque, resumidamente, o Vale reúne investidores, criativos, líderes de negócios, e empreendedores dispostos ao risco, em um mesmo local geográfico, trocando e discutindo ideias.

De olho nos ganhos tangíveis e não tangíveis de ter empreendedores, startups, profissionais de tecnologia e criatividade ao redor, iniciativas pipocaram ao redor do mundo: de cidade falida, Berlim se tornou o “Silicon Valey da Europa”, e o governo chileno estabeleceu o programa Start-Up Chile para atrair empreendedores em estágio inicial de classe mundial para iniciar seus negócios no país, por exemplo.

Em terras nacionais, temos o Porto Digital, em Recife, e um dos principais parques tecnológicos e ambientes de inovação do Brasil. Atualmente, o Porto Digital abriga cerca de 330 empresas, organizações de fomento e órgãos de Governo e aproximadamente 11 mil trabalhadores, com faturamento anual de R$ 2,3 bilhões em 2019.

Em São Paulo, os empreendedores fincaram suas startups na Avenida Faria Lima, e bancos como Itaú e Bradesco têm nos prédios Cubo e Bradesco Inovabra espaços para startups se reunirem e trabalharem. “O acesso era limitado, é claro, mas por ali ficavam andando investidores, trocando ideia com aqueles profissionais para identificarem qual seria a próxima grande aposta de sucesso”, comenta o professor.
Artemisa Xakriabá e Greta Thunberg (Crédito: Reprodução/ arayara.org)
Bruno que já esteve em duas ocasiões no Vale conta que de cara, não se surpreendeu. “É uma cidade pequena, não muito perto de São Francisco, a cidade grande mais próxima. O que realmente torna aquele lugar tão especial é o tal ecossistema que se formou ali, que reúne alguns pontos chave”, que explica a seguir:

Educação
“No Vale do Silício, a cultura empreendedora vem desde Stanford, uma universidade de excelência. A educação tem papel fundamental para capacitar profissionais, mas também de incentivar a criatividade e ideias que podem se tornar disruptivas”.

Diversidade
Nada de novo irá surgir das mesmas pessoas, com os mesmos backgrounds, de sempre. Isso significa trazer para o time minorias étnicas, sociais, econômicas e raciais, e é claro, de gênero.
Incentivo governamental
Para que startups sejam alavancadas e boas ideias saiam do plano de negócios, incentivos do Governo facilitam. O Porto Digital, por exemplo, é de natureza privada, qualificada como Organização Social (OS) pelo Governo do Estado de Pernambuco e pela Prefeitura da Cidade do Recife. Criado em 2000, surgiu como uma iniciativa pública de para o desenvolvimento do setor de tecnologia da informação que interliga atores, empresas e organizações que até então agiam de forma independente e isolada.

Parque Tecnológico "Porto Digital", em Recife (PE) (Crédito: Reprodução/ Porto Digital)
Mobilidade Digital
Com o crescimento do online, ficou ainda mais acessível e democrático se conectar com comunidades de e-commerce, marketing e inovação. O trabalho remoto em diversas áreas, para além da tecnologia, foi adotado até mesmo por empresas mais engessadas. A educação também teve mudanças: estudar em uma instituição com tradição em inovação se tornou possível, já que as aulas vão acontecer, invariavelmente, por vídeo e chats. Ou seja, o networking com colegas que podem se tornar seus futuros empregadores, acontece agora por Zoom. Aqui na EBAC acontecem semanalmente diversos Webinars com profissionais que mostram na prática diversos aspectos da rotina da profissão almejada. Além dos cursos onlines de tecnologia, marketing e design, com professores que também são profissionais do mercado, em empresas líderes de suas áreas.

Bruno explica que isso acabou trazendo uma oportunidade incrível para tornar real a chance de trabalhar com outros contextos, outros países, inclusive. “Hoje nós trabalhamos com uma empresa polonesa como cliente. Eu não falo polonês, nunca sequer estive lá!”

Como fazer parte do networking "à distância"?
- Pesquise por grupos do tema de interesse no Facebook e LinkedIn: só em “Marketing Digital” temos 10 resultados no FB, com muitos membros e discussões pertinentes.

- Participar de Webinar e eventos gratuitos online: aqui na EBAC acontecem semanalmente diversos eventos e workshops com profissionais que mostram na prática diversos aspectos da rotina da profissão almejada.

- Procurar um curso sobre o tema que possa te ajudar a ter a base teórica do meio e criar networking com seus colegas de curso e professores.
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Nosso professor: Bruno Campos de Oliveira


Especialista em Marketing Digital, CEO da CTRL.365 e CMO na AdsPlay Mídia Programática, Bruno é especialista em mídia programática, marketing digital e CEO da agência de inovação criativa CTRL365. Formado em Marketing pela USP, trabalha há mais de dez anos com planejamento estratégico baseado em dados e algoritmos, campanhas de marketing digital, mídia de performance, e-commerce, aplicativos, além de atuar na criação de novos produtos e tecnologias para empresas no Brasil e no exterior. Empreendedor, também atua como CMO da AdsPlay Mídia Programática.