Games

Resgatando o sonho de criar projetos educativos para crianças a partir dos games

O publicitário Marcelo Lessa entrou no curso Unreal Engine da EBAC para desengavetar ideias antigas e torná-las reais

19 de maio, 2022

Sonho todo mundo tem. Mas, coragem para transformar o sonho em objetivo e correr atrás para realizá-lo não são todos que têm disposição. Marcelo Lessa, de 49 anos, publicitário premiado com uma vasta experiência profissional, é uma dessas pessoas com coragem e disposição.

Marcelo cultiva um antigo sonho: o de desenvolver projetos educativos para o público infantil. Apesar de já ter realizado parte das suas ideias, Marcelo tem muitos outros projetos que ainda quer construir. E foi por isso que ele se tornou aluno do curso Unreal Engine da EBAC. Conversamos com Marcelo para saber mais sobre esse sonho e como ele pretende tornar os seus projetos em realidade.

É frustrante ver outras pessoas transformado as suas ideias em realidade

“Eu tenho uma paixão muito grande por crianças, sobretudo pela educação infantil. Então, pensar em atividades, produtos ou iniciativas que atendam esse público de maneira educativa sempre me atraiu.

Quando os meus filhos eram pequenos, eu brincava muito com eles. Inventava histórias, personagens e brincadeiras. E quando eu tinha alguma ideia sobre essa questão do entretenimento educativo, eu anotava. Eram projetos que eu escrevia, pensando que um dia, quando eu me aposentasse, iria trabalhar com aquilo.

Marcelo Lessa, aluno do curso de Unreal Engine da EBAC

Mas aí, lendo notícias na internet, eu vi que grandes empresas e corporações estavam lançando ideias ou iniciativas para o segmento infantil e algumas delas batiam com o que eu havia escrito naquele caderninho. E eu comecei a ficar frustrado por isso e pensava ‘eu tenho que tirar essas ideias do papel ou eu vou ver elas sendo realizadas e eu não vou estar realizando’.

Por isso, constituí uma empresa focada em entretenimento educativo, em paralelo à minha agência de propaganda. Formatei esses projetos, os coloquei debaixo do braço e fui bater na porta dessas grandes empresas para apresentar as ideias que eu tinha. Eu falava ‘eu tenho essas ideias, só que é o seguinte: eu quero desenvolvê-las com vocês. Eu não tenho como desenvolver, não tenho como investir. Eu preciso desenvolvê-las com vocês.’”

Entre muitos projetos, um que teve sucesso foi o que colocou torcedores mirins em destaque

“Teve um dos projetos que eu consegui implantar e viabilizar que era voltado para os grandes clubes de futebol do Brasil. Esse projeto envolvia o maior patrimônio dos clubes de futebol: os torcedores. Nenhum deles olhava para o público infantil. Aí eu desenvolvi um projeto baseado nessa ideia de atrair, educar, entreter e fidelizar as crianças para um clube de futebol.

Esse projeto deu bastante certo, ele ficou ativo por cerca de cinco anos. A gente teve mais de 60 mil crianças e pais cadastrados. Negociamos com vários times, fizemos muita coisa, muito material, muitos joguinhos e tínhamos uma equipe bem legal, mas ele acabou por iniciativa minha, por uma série de motivos.”

Muitos projetos educativos ainda estão no papel e o game pode ser um ponto de partida para torná-los reais

“A empresa de entretenimento educativo era o meu sonho. Ela ganhou uma dimensão enorme, porque os projetos eram grandes, então consumia bastante tempo e foi realmente intenso. Porém, o meu negócio principal era a agência de propaganda.

O final do projeto com os clubes coincidiu com um momento ruim da minha agência porque eu havia deixado de atender uma grande empresa. O mundo também estava passando por uma crise, e aí ficou complicado. Fui obrigado a encerrar as atividades das empresas e fui em busca de recolocação no mercado.

Hoje eu trabalho numa agência de publicidade em Jaraguá do Sul (SC) que é especialista em endomarketing. É um trabalho muito legal, eu posso dizer que eu me encontrei na profissão de publicitário. Mas o meu sonho não morreu. Eu continuo com a ideia de ver aqueles projetos realizados.

Tenho muitos projetos para fazer e acho que o game é um caminho interessante para começar a mexer com essas ideias, para colocar os projetos no mercado. Hoje eu não tenho como contratar empresas ou profissionais especializados, então eu mesmo vou aprender a fazer e quero desenvolver os games. Essa é a ideia. Por isso entrei no curso de Unreal Engine.”

Colocar a mão na massa para aprender a desenvolver um jogo do zero era uma vontade antiga

“Eu sou da geração dos primeiros videogames. Eu tive a oportunidade de ter um videogame chamado Intellivision. Depois, na época da adolescência e já adulto, eu jogava os de futebol. Sempre gostei muito de FIFA, do Pro Evolution Soccer. Com o projeto das crianças e do futebol, a gente desenvolveu muitos joguinhos. Além disso, ainda tem os meus filhos, eles sempre jogaram e ainda jogam videogame.

Apesar do contato quase que diário, eu nunca tinha colocado a mão na massa para desenvolver ou fazer a programação de um game. Nos projetos, eu sempre fiquei mais na parte criativa. Eu tinha a ideia, sabia como queria o game, então passava a ideia para a equipe que trabalhava comigo e aí o pessoal ia atrás de desenvolver todo o projeto.

E eu acompanhava todas as etapas, desde o começo: a partir do momento que ele era estruturado, programado, desenhado até a parte de interação da programação com o design, os testes e a publicação. Mas fazer a parte de programação, eu nunca tinha feito. E eu gosto muito de colocar a mão na massa. Eu acho que era uma coisa que eu já queria aprender a fazer.”

O objetivo é apresentar os jogos para empresas para que sejam viabilizados

“Hoje os projetos estão engavetados comigo, estão na minha cabeça. Fazer esse curso foi uma maneira que eu encontrei de colocá-los na ativa de novo, de resgatá-los. Daqui a pouco a gente consegue apresentar esse jogo para uma empresa que talvez tenha interesse ou para uma escola, uma rede de ensino, uma universidade… o mercado é amplo. Mas eu vejo uma possibilidade de colocar na vitrine esses projetos e, a partir dos games, desenvolvê-los por completo.

Eu não consigo me imaginar trabalhando em uma empresa de games. Eu acho que teria condições de trabalhar com roteiro, na área criativa de um game, talvez até com a parte de programação que eu estou aprendendo agora. Mas eu me vejo muito mais levando projetos ou ideias para que possam ser desenvolvidas. Ou eu mesmo tentar desenvolver esses produtos e ideias que eu tenho. É isso que eu estou pensando. A ideia de fazer o curso da EBAC veio desse sonho que eu ainda não realizei por completo.”

O curso da EBAC superou as expectativas: ele é completo

“Eu não conhecia a EBAC. Fui impactado por um anúncio no Instagram que divulgava especificamente o curso de Unreal Engine que eu estou fazendo. Eu já tinha visto outros cursos de desenvolvimento de games, mas o da EBAC foi o que me pareceu mais interessante e completo. E não decepcionou.

Eu ainda estou no começo do curso, no módulo sete, mas as aulas e os exercícios são muito legais. Os tutores conhecem muito do assunto que estão explicando. Eu queria ter mais tempo para poder desenvolver os exercícios com mais cuidado. Eu trabalho o dia inteiro e, às vezes, tenho outros compromissos, então fica bem complicado, mas eu estou fazendo!

Tenho sido bem avaliado, até me surpreendi com a nota dez, mas eu queria fazer mais, eu sei que daria para fazer mais. Mas o objetivo está sendo cumprido, eu estou aprendendo e a experiência está sendo muito boa! Está super legal, superou a expectativa que eu tinha!”